As mulheres sabem de resiliência, de intuição, de emoções que dão força aos nossos destinos e que, por sua vez, nos permitem conectar com os demais de uma forma mais íntima, construtiva e excepcional.

A sabedoria que uma mulher alcança década após década é um tesouro de valores e forças que servem, com muita frequência, de inspiração para as novas gerações.

Porque se o gênero feminino sabe de algo é de crescimento interno, de valentia. No entanto, com o título deste artigo queremos não queremos dizer que existe uma série de dimensões que somente a mulher domina, conhece e controla e das quais o gênero masculino carece.

Mais do que conhecimentos, falamos de processos de crescimento pessoal.

No final das contas, há uma realidade latente que ninguém pode negar: o modelo de patriarcado segue muito presente e arraigado a muitas culturas.

O fato do homem ainda ser social e culturalmente uma figura de poder em muitos de nossos cenários cotidianos faz com que a mulher seja obrigada a colocar em marcha uma série de processos que nem sempre são visíveis.

Nos referimos aos desafios dos quais ninguém fala, às mudanças, às lutas internas e externas para alcançar a igualdade, para ter presença, voz, e um poder igualitário.

São processos que só as mulheres conhecem, e desejamos compartilhá-los com você como forma de reflexão.

1. As mulheres aprenderam a não duvidar de si mesmas

Durante muito tempo o papel das mulheres foi relegado à esfera privada da criação dos filhos e cuidado do lar.

Conforme a sociedade foi avançando, sua possibilidade de acesso aos cenários antes marcados pela presença masculina melhorou, mas há outros fatores que chamam a atenção.

  • As mulheres são obrigadas a demonstrar, quase de forma constante, que são capazes de desempenhar determinadas competências e responsabilidades.
  • Fica claro que ambos os gêneros são capacitados na hora de concorrer a uma vaga de emprego.
  • No entanto, até pouco tempo havia dúvidas a respeito de se uma mulher poderia assumir, por exemplo, uma posição de poder em uma organização.

Na atualidade há um aspecto que o gênero feminino conhece muito bem: que é capaz de assumir desafios, que pode ter as mesmas responsabilidades que um homem, e que seu único limite está em sua própria mente.

2. Não precisam de ninguém para se sentirem “completas”

Voltemos uma vez mais ao passado. No entanto, não a um passado remoto, e sim a um mais próximo do que poderíamos pensar.

  • Não é preciso voltar muitas gerações para lembrar os comentários que costumavam introduzir nas mentes femininas: para sentir-se completa e feliz, você deve encontrar um parceiro.
  • Mais que isso: “a mulher solteira, sem parceiro ou sem filhos só pode aspirar a infelicidade e a frustração”.
  • O mais curioso de tudo é que ainda que a jovem fosse consciente de que se sentia bem sem a necessidade de ter alguém ao seu lado, a própria sociedade e a família esperavam isso dela.

Nos dias de hoje as mulheres sabem que um parceiro não faz com que alguém se sinta mais “inteira” – a mulher, assim como o homem, já chega ao mundo “inteira”.

O amor nos faz felizes e não o evitamos, mas não se trata de uma obrigação, não é uma necessidade imperativa.

3. Devemos dar o exemplo às novas gerações: a educação é poder

Nos últimos anos vem surgindo um movimento inspirador. Falamos, como não, do chamado “empoderamento das mulheres”.

Com este termo e esta iniciativa buscamos o seguinte:

  • Obter uma verdadeira igualdade de gênero.
  • O “empoderamento” não significa, de nenhuma maneira, situar-se acima do gênero masculino.
  • Pretende-se alcançar uma igualmente muito necessária para demonstrar a muitas mulheres que elas “têm poder” em suas mãos, “inspiração” em sua mente e capacidade em seu ser de conseguirem o que desejarem.
  • Esta aspiração adquire todo o seu sentido em países de terceiro mundo, onde a mulher sofre continuamente graves violações somente por causa de seu gênero.

A educação é a chave. Assim, em qualquer sociedade que queira ser chamada de “avançada”, as mulheres e os homens precisam educar seus filhos em um valor inviolável: o da igualdade.

4. As mulheres aprenderam que cuidar de si mesmas não é egoísmo

Este aspecto é um pouco mais complicado. Poderíamos dizer, sem medo de errar, que os homens também dão este passo com muita frequência: o de recordar que não é preciso dar tudo pelos demais até o ponto de se esquecer de si mesmo.

  • No entanto, esta característica está mais presente na mulher.
  • Trata-se da conhecida “síndrome de Wendy”, que nos lembra que o gênero feminino é, tradicionalmente, muito propenso a cuidar de quem ama e entender a felicidade atrás da atenção contínua ao próximo.

Pouco a pouco isso vai mudando. Já sabemos que é necessário impor limites, cuidar de nossa autoestima.

Porque se nós não estivermos bem, não poderemos dar o nosso melhor aos demais.

5. As opiniões alheias não me determinam

“Você precisa encontrar um parceiro, você engordou, você precisa se arrumar mais para estar sempre bonita, agora que você é mãe precisa ficar em casa, você precisa construir uma carreira para ser alguém na vida”.

Este tipo de conselho é como uma música constante que muitas mulheres escutam. Nos dias de hoje, elas já sabem que o que os demais dizem não precisa determiná-las.

A autêntica felicidade está em tomar nossas próprias decisões, as que queremos, as que nos agradam, ainda que os outros não as entendam.

FONTEMelhorcomsaúde
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