Locke (Reino Unido, 2013)

Direção: Steven Knight
Roteiro: Steven Knight
Elenco: Tom Hardy, Olivia Colman, Andrew Scott, Ruth Wilson, Tom Holland, Ben Daniels, Bill Milner
Duração: 85 min

É difícil de se acreditar que um filme como Locke possa de fato existir. Aliás, que é possível ele existir, é perfeitamente possível, o que me surpreende é como a obra de Steven Knight é capaz de ser tão envolvente com tão, tão pouco.

A trama de Locke é toda ambientada no anterior de um automóvel, à medida em que um Ivan Locke (Tom Hardy) pega a estrada para Londres enquanto resolve uma série de problemas pelo telefone.

Locke é um pequeno grande filme que realmente surpreende com sua capacidade de envolver, com o mínimo possível. Grande performance de Tom Hardy e uma direção eficiente, ainda que simplista, de Steven Knight. Juro que pagaria pra ver Locke II: A Viagem de Volta.

Versões de Um Crime (The Whole Truth) – EUA, 2016
Direção: Courtney Hunt
Roteiro: Nicholas Kazan
Elenco: Keanu Reeves, Renée Zellweger, Gugu Mbatha-Raw, Gabriel Basso, Jim Belushi, Jim Klock, Sean Bridgers, Christopher Berry
Duração: 93 minuto


A obra mostra a história de Ramsey, um advogado (Keanu Reeves) encarregado de defender Mike (Gabriel Basso), um adolescente acusado de matar o próprio pai, e revelar a verdade por trás do crime. À medida que investiga, descobre que a mãe do garoto (Renée Zellweger) está ocultando diversos fatos essenciais ao caso.

Grande parte do longa ocorre dentro do tribunal, onde são apresentadas as provas do caso, depoimentos das testemunhas e argumentos dos advogados, enquanto Ramsey narra sua visão sobre os fatos. Por isso, a obra abre mão de um desenvolvimento mais aprofundado dos personagens e focaliza no crime ocorrido; apenas o réu, sua mãe e a vítima são levemente explorados, contudo, isso não se aplica ao protagonista interpretado por Keanu Reeves.

Sing Street — Irlanda/ Reino Unido/ EUA, 2016
Direção: John Carney
Roteiro: John Carney
Elenco: Ferdia Walsh-Peelo, Aidan Gillen, Maria Doyle Kennedy, Lucy Boynton, Jack Reynor, Kelly Thornton
Duração: 106 min.

Sing Street finaliza quase como uma fantasia, um filme que oscila entre o território dos sonhos a serem realizados e a realidade, utilizando o rock n’ roll para preencher esse espírito de rebeldia necessário a qualquer um que deseja correr atrás daquilo que realmente quer de sua vida. Embora caia em alguns pontos já batidos, a obra consegue se distanciar da grande massa de produções cinematográficas do gênero através da forma como executa suas ideias, nos entregando um feel-good movie que definitivamente fará qualquer um se empolgar com suas melodias originais.

Jogo Perigoso (Gerald’s Game – EUA, 29 de setembro de 2017)
Direção: Mike Flanagan
Roteiro: Jeff Howard, Mike Flanagan (baseado no romance Jogo Perigoso, de Stephen King)
Elenco: Carla Gugino, Bruce Greenwood, Henry Thomas, Carel Struycken, Kate Siegel, Chiara Aurelia
Duração: 103 min

Baseado em romance publicado em 1992 escrito pelo Mestre do Horror, Jogo Perigoso parte de uma premissa enganosamente simples, como é característica das criações da mente dodói de King. Um casal vai passar um fim de semana em uma cabana remota para apimentar sua vida sexual e tudo acaba dando errado. Muito errado. O “jogo perigoso” do título em português, ou o “jogo de Gerald” do título original é simples e teoricamente inofensivo: algemar Jessie na cama e viver uma fantasia tipicamente masculina, de dominação e poder

A Torre Negra (The Dark Tower) — EUA, 2017
Direção: Nikolaj Arcel
Roteiro: Akiva Goldsman, Jeff Pinkner, Anders Thomas Jensen, Nikolaj Arcel (baseado na série de livros de Stephen King)
Elenco: Idris Elba, Matthew McConaughey, Tom Taylor, Dennis Haysbert, Ben Gavin, Claudia Kim, Jackie Earle Haley, Fran Kranz, Abbey Lee, Katheryn Winnick, Nicholas Pauling, Michael Barbieri, José Zúñiga, Nicholas Hamilton, Inge Beckmann, Alfredo Narciso
Duração: 95 min

A história inicia com a visão de Jake (Tom Taylor), um garoto que vive em Manhattan e que vem sendo assolado por estranhos pesadelos. Logo nesses primeiros instantes já contemplamos a destruição da Torre Negra, ou, ao menos, a iminência de sua queda, cujos abalos chegam a provocar terremotos na dimensão paralela onde Jake vive. Não demora muito para que o garoto passe a ser perseguido por estranhos seres de seus sonhos, sem opção, ele foge de casa e encontra um portal para o outro mundo que há tanto tempo vinha acompanhando durante as noites.

O Show – Esta é a Sua Morte (This is Your Death) — EUA, 2017.
Direção: Giancarlo Esposito
Roteiro: Noah Pink, Kenny Yakkel
Elenco: Josh Duhamel, Giancarlo Esposito, Famke Jassen, Sarah Wayne Collies, James Franco, Chris Ellies, Beatrice King, Caitlin FitzGerald, Chelah Horsdal, Lucia Walters.
Duração: 104 min

Em Esta é a Sua Morte – O Show, os espectadores e internautas que dão audiência aos absurdos apresentados por um produto televisivo dominado por elementos macabros, na verdade, são bastante ativos e conscientes do material que é exposto. A grande questão é que não há nenhum dilema ético, tampouco preocupação social. As pessoas parecem mesmo não se importar mais, pois o que realmente vale a pena é o entretenimento para as suas vidas atribuladas.

Injustamente chamado de Black Mirror genérico por alguns críticos, Esta é a Sua Morte – O Show é um filme que talvez precise de mais tempo para ser compreendido.

Fonte:Planocrítico

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