Por Bruna Stamato

Azar de quem não te quis, meu bem!
De quem te deixou livre pra mim.

Azar de quem não viu, quão lindos ficam os seus olhos quando você sorri…e de quem não soube cativar um sorriso teu. Pobre coitado, nunca terá seus medos arrancados subitamente de dentro de si e nem verá a luz de todas as estrelas surgindo entre dentes…só posso lamentar!

Lamentar pelas pessoas que cruzaram a sua vida e não te deram vontade de ficar.

Azar de quem não conseguiu enxergar o quão resplandecente é a sua alma! E quão generoso e ingênuo é o teu coração.

Azar de quem não quis pagar pra ver. De quem não quis enfrentar o mundo pra ficar do teu lado. De quem nunca vai saber a dádiva que é te ver acordando.

Azar de quem te teve e te perdeu. Ainda bem que esse azar é todo deles e não meu. Porque eu, eu já provei a dor que é te ter e te ver ir…eu sei como é pavoroso o eco do meu silêncio e como eu morri, sem a tua voz.

Por essas e outras, só posso dizer AZAR, de quem não soube lutar, pra fazer do teu singular plural, e de você um “Nós”.

Azar absoluto de quem ignorou tuas insinuações, de quem desviou o olhar, de quem não retribuiu o beijo. Nunca vai saber o que é se viciar em um lascivo e incontrolável desejo.

Azar de quem priorizou a grana, o status, um carro qualquer. Nunca vai sentir-se caminhando no céu enquanto segura na tua mão á pé…Máximo azar in-con-tes-tá-vel de quem não atendeu aquele teu telefonema no sábado…

Azar INSUPERÁVEL de quem te trocou por outro (as), de quem não percebeu a jóia rara que tinha encontrado. De quem não soube explorar teus mundos nem habitar esse seu oásis chamado “Corpo”.

Nem com LSD vão saber, o que é chegar ao Nirvana com uma simples troca de olhar.

É baby…é tipo isso o que me provoca, quando você me toca, mesmo sem querer me provocar. É uma tsunami de magnitude imensurável que me inunda por completo quando te sinto em mim.

É uma saudade absurda que me domina quando você está no quarto e eu na cozinha, quando eu fico da janela te vendo dobrar a esquina, nas noites em claro que eu passo te vendo dormir pra tentar fazer rima.

É um troço tão forte, que “Amor” já ficou ridículo, coitado, pra descrever. É tão lindo, que por todas as minhas vidas, eu já adianto logo, eu escolho VOCÊ.

Azar de quem escolheu outro rumo, de quem faltou naquele encontro, de quem encerrou a conversa. E sorte minha, que estava na tua mira, na hora e no lugar certo. Sorte. Sorte sim. SORTE Á BEÇA!

Sorte por tudo ter dado tão errado antes, por ter conhecido tanta gente igual e sem graça na vida, pois assim, eu soube te reconhecer, desde o início.

Eu sabia que era você! Eu soube ver além das tuas roupas bonitas, eu soube escutar além das tuas palavras; Eu soube compreender o que as tuas tímidas pupilas dizem.

Azar de quem te abriu e não te leu. E de quem não chegou nem perto de te decifrar. Azar. Azar…

Azar de quem não vai te ouvir cantando enquanto cozinha! De quem não vai ver como você fica depois que toma um vinho…não sou eu que vou contar!

Azar de quem não te deu o devido valor, o caríssimo e justo valor que o teu caráter vale.

Azar de quem tentou te prender, te sufocar e só te fez mais livre pra voar pra longe. E sorte a minha, que sou um galho, uma árvore, um jardim, uma floresta inteira pra te deixar pousar.

Sorte a minha, que adoro ver você em cena, assisto quietinho ao seu show, e aplaudo de pé, na primeira fila. Te divido com o mundo, feliz e tranquila, porque eu sei que desta forma o mundo não te tirará de mim.

Sorte a minha, que te espero voltar na janela, todo dia, para o nosso lar.

Azar. Azar é o que tem, quem vai passar por essa vida sem saber o que é amar.

E sorte, sorte a sua, por ser meu. Sorte a sua por ser digno de um amor tão imenso e lindo como o que eu te tenho. Sorte a sua, por ter nascido com o par de olhos mais encantador que eu já conheci.

E azar…azar de quem nunca vai sequer saber, do que eu estou falando, azar de quem não quis encarar tudo pra chegar até aqui.

Sorte. Sorte se tornou rotina, desde o primeiro dia, em que eu te vi!

TEXTO DEBruna Stamato
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