NEW YORK, NY - SEPTEMBER 26: Musician Bono presents onstage at the 2015 Global Citizen Festival to end extreme poverty by 2030 in Central Park on September 26, 2015 in New York City. (Photo by Michael Kovac/FilmMagic)

O cantor irlandês reflete sobre os salmos e a vida cristã e recorda a sua viagem à Terra Santa: “Aqui a morte morreu”

“Estive em Jerusalém numa peregrinação com a minha família e fui ao Gólgota. Fiquei um momento a sós, lá onde a morte morreu. E pensava isso mesmo: ‘Aqui a morte morreu’”, declarou o vocalista Bono Vox, da banda irlandesa U2, durante uma série de entrevistas em que falou dos salmos e da fé cristã.

O cantor afirma:

“A morte não tem mais poder sobre mim, como tinha aos meus 14 anos, quando a minha mãe morreu. Uma parte da nossa psicologia se assenta no medo da morte. A Escritura diz que agora vemos como num espelho, mas depois veremos cara a cara. Se você sabe disso, então a vida fica mais fácil. Mal posso esperar para ver tudo claro!”.

Bono participou da série de vídeos “Bono & David Taylor: Beyond the Psalms”, produzida pelo Fuller Theological Seminary, uma instituição evangélica sediada na Califórnia.

Ele reconhece que

“o mais difícil que os salmos nos pedem é a honestidade. Eu leio a Sagrada Escritura e encontro adúlteros, assassinos, egomaníacos… como muitos dos meus amigos (risos)! O que Davi faz contra o marido de Betsabé é incrível… Há tanta escuridão ali! Mas a graça e a redenção se refletem depois nos seus salmos. Eles são marcados pela honestidade.

Não precisamos comprazer a Deus de outra maneira que não seja essa: sendo brutalmente honestos. Esta é a raiz da nossa relação com Deus. O único problema que Deus não pode resolver é o problema que você tenta esconder”.

Bono diz ainda que se há algo que os salmos lhe ensinaram é que “Deus escuta”.

Para quem quer começar a conhecer esse livro da Bíblia, o cantor recomenda o Salmo 82:

“É um bom começo. Ele diz: ‘Defendei o fraco e o órfão. Fazei justiça ao humilde e ao indigente. Libertai o fraco e o pobre’. Isto não é caridade: isto é justiça”.
E prossegue:

“É incrível que, quando Jesus começa a sua missão, quando abre o tempo da graça do Senhor, quando diz que veio para dar a vista aos cegos etc., isso na verdade é justiça. Não é caridade. Eu gosto de recordar aqui o Salmo 9: ‘O Senhor é o refúgio do oprimido, o seu refúgio em tempos de perigo’; e o Salmo 12: ‘Eu me levantarei pela opressão do necessitado, pelo gemido do pobre’. Este é Cristo. Esta é a razão de Cristo. É o seu manifesto. E deve ser também o nosso manifesto”.

TEXTO DEJuan Luis Vázquez Díaz-Mayordomo
FONTEAlfayomega
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