Uma mania muito grande (e muito feia) que temos é julgar o outro. É se colocar numa posição superior para apontar o dedo e dizer coisas que não apenas podem magoar, como também não são necessariamente uma verdade.

É muito fácil a gente se colocar na posição de “sabe tudo”, mas na verdade não sabemos tanta coisa assim. Isso porque todo mundo tem um “eu” da superfície – aquele que todos veem no dia a dia – e um “eu” que só o íntimo de cada um realmente conhece.

Então quando decidimos apontar o dedo na cara do outro para falar coisas como “A sua vida é muito fácil” ou “Você não sabe o que é sofrer de verdade”, estamos não só sendo extremamente arrogantes, como também podemos estar cometendo um grande equívoco.

Digo isso porque já ouvi muitas coisas assim e fiquei pensando: “Mas quem é essa pessoa para saber se a minha vida é ou não difícil? Se eu já sofri ou não de verdade?”.

Essa pessoa não está na minha cabeça o tempo todo, não sabe quais são os meus medos mais obscuros, as minhas angústias, os meus sonhos não realizados, as minhas grandes frustrações.

A verdade é que só eu sei se a minha vida é difícil ou não, porque só eu sei os pesadelos que enfrento todos os dias. O “eu” da superfície muitas vezes atua para fingir que está tudo bem ou se esconde com medo de descobrirem as suas profundezas.

Enquanto isso, quem vê de longe se coloca na posição de tirar as suas próprias conclusões e julgar o outro como bem entende.

É realmente difícil se manter imparcial em relação a algumas pessoas, mas cada vez mais tenho tentado evitar tirar conclusões precipitadas sobre os outros. Afinal, por trás de cada pessoa há uma história.

Por trás de cada pessoa há um “eu” íntimo que eu não conheço por completo e que eu não sei pelo o que passa todos os dias.

TEXTO DEBruna Cosenza
FONTEPara Preencher
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