Ir à cozinha preparar um arroz pode não ser algo tão inofensivo quanto você imagina.

É possível que o grão apresente uma alta concentração de arsênio, um elemento químico que pode colaborar para o desenvolvimento de doenças crônicas como o câncer ou cardíacas e prejudicar o desenvolvimento de crianças caso seja ingerido em quantidades acima das recomendadas.

Dependência de arsênio
“A única coisa com a qual eu posso comparar é o fumo”, disse à BBC Andy Meharg, professor de ciências biológicas da Universidade de Belfast, na Irlanda do Norte, e pesquisador do Instituto para a Segurança Alimentar Mundial.

“Se você fumar dois cigarros por dia, você corre menos riscos do que se fumar 30 ou 40 cigarros por dia. É a dependência da dose – quanto mais você comer, maior o risco”, explicou.

Para Meharg, a regulação sobre o arsênio é insuficiente, e mais esforços são necessários para proteger as pessoas que comem arroz com frequência.

O pesquisador diz que comer algumas porções por semana não coloca em risco a saúde de um adulto, mas pode ser perigoso para crianças e bebês.

“Sabemos que níveis baixos de arsênio afetam o desenvolvimento da imunidade, impactam no crescimento e no desenvolvimento do QI”, afirma.

Por isso, a regulação de alimentos voltados para crianças é mais dura – mas outros produtos que elas também comem, como cereais ou biscoitos de arroz, podem conter níveis de arsênio recomendados apenas para adultos.

Como evitar
A boa notícia é que é possível reduzir os níveis de arsênio em casa.

Após uma série de experimentos, Meharg concluiu que a melhor técnica é deixar o arroz em uma travessa com água durante a noite antes de cozinhá-lo em uma proporção de cinco xícaras de água para cada xícara de arroz.

Essa técnica reduz o nível de arsênio em 80% se comparada à maneira mais comum de fazer o arroz, sem deixá-lo “de molho” por horas antes do cozimento e com a proporção de duas xícaras de água para cada uma de arroz.

Usar a proporção de 5 para 1 mesmo sem deixar o grão de molho também reduz os níveis de arsênio, mas não tanto quanto a primeira técnica. Para ler matéria completa clique aqui

TEXTO DEMichael Mosley
FONTEBBC
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