Ser uma criança ou um adolescente não é para amadores – é uma fase difícil! Existem coisas importantes para serem feitas, e eles que precisam fazê-las. A natureza dessas atividades depende de que fase de desenvolvimento que eles se encontram. Saber quais comportamentos são normais para crianças e adolescentes pode suavizar o caminho para todos os envolvidos.

Mesmo como adultos, nós podemos ser inclinados a mau humor, lágrimas e querer que o mundo se exploda às vezes. Na maioria das vezes, conseguimos lidar com drama e com qualquer coisa que nos possa causar problemas, mas mesmo com toda nossa experiência, nossos cérebros totalmente desenvolvidos e nossa capacidade de enxergar além, é difícil. Imagine então como é para as nossas crianças.

Entender o que nossas crianças estão passando e os objetivos de desenvolvimento que elas precisam alcançar tornará seus comportamentos mais ‘frustrantes’ mais fáceis de lidar. As coisas ficarão mais simples se nós dermos espaço a eles e suporte para fazerem o que é preciso que eles façam. Obviamente nada disso quer dizer que a gente deva ceder nos limites sobre o que é certo e errado em termos de comportamento. Significa que devemos responder com mais sabedoria, clareza e consequências apropriadas. A vida fica mais fácil quando nós somos capazes de levar menos as coisas pro lado pessoal.

Aqui se encontram algumas fases de desenvolvimento e o comportamento difícil que pode acompanhá-las. Você frequentemente perceberá que, mesmo sendo um comportamento rebelde e desafiador, é completamente normal e um sinal de que seu filho está crescendo e trilhando seu caminho para infância ou adolescência da maneira como deveria.

As idades de cada estágio são apenas um guia. Quando conferir se seu filho está no fluxo, leia os estágios próximos a idade do seu filho. A progressão de uma fase para outra é mais importante do que a idade em que acontece. Contanto que as crianças estejam evoluindo nos estágios, não importa que eles cheguem lá demorando mais que outras crianças.

Bebês (0-12 meses)

– Colocam tudo dentro da boca: mãos, pés, comida, brinquedos, sapatos… tudo.

– Se eles estão chorando, é porque precisam de alguma coisa: um cochilo, um carinho, comida, troca de fralda. Eles ainda não têm as palavras para se comunicar, mas o choro é uma forma espetacularmente especial que bebês humanos tem para que humanos grandes movam montanhas por eles. Uma das coisas lindas sobre bebês é que eles nunca pedem mais do que realmente precisam.

– Cautela com estranhos e podem ficar tristes quando pessoas familiares não estão por perto.

– Bebês encaram. Eles amam rostos e vão encará-los na vida real, em livros e em espelhos. Como é bom estar em uma fase onde encarar pessoas é socialmente aceitável – e bonitinho.

O suporte que eles precisam:

Bebês tem um trabalho importante a fazer: precisam aprender a confiar ou não no mundo e nas pessoas que nele vivem. Eles trabalharão duro para te dar oportunidades de mostrar pra eles o quão sãos e seguros eles estão. Eles podem não tem vocabulário mas são excelentes pequenos comunicadores quando se trata de mostrar que tem algo errado. Esteja constantemente atento às suas necessidades para que eles se sintam protegidos. Os alimente quando estão com fome, os confortem quando eles estão assustados, abrace-os quando eles precisarem de afeto. Isso formará a base para eles explorarem o mundo, para sua independência, sua confiança e sua autoestima nos relacionamentos.

1-2 anos

– Se tornarão mais interativos.

– Não sabem o que é intencional: eles veem e fazem sem pensar sobre o porquê ou o que significa. Por exemplo, quando eles mordem, não é pra machucar, ou quando eles pegam o brinquedo de outra criança, não é para entristece-la.

– Seguirão sua curiosidade e vão pegar as coisas para abrir e desencaixar. Também jogarão tudo no chão.

– Não desenvolvidos para repartir.

– Podem parecer mandões e egoístas, mas mantenha em mente que qualquer coisa que eles estejam interessados ou considerem como sua será visto como uma extensão dele mesmo. E claro, ninguém está autorizado a pegar.

– Começarão a entender o que é posse e desenvolver um senso sobre si mesmo.

– Duas palavras favoritas para dizer: ‘meu’ e ‘não’.

– Duas palavras que eles odeiam ouvir: ‘meu’ e ‘não’.

– Vão acordar frequentemente durante a noite.

– Ao final dessa fase, podem se tornar mais desafiadores conforme começam a experimentar sua independência. Podem emburrar por se frustrarem com a sua falta de vocabulário e de habilidade para se comunicar.

– Também emburram após experimentar grandes emoções (frustração, raiva, tristeza, vergonha) por não ter palavras para se expressar.

– Provavelmente gostarão mais de brincar ao redor de outras crianças do que sozinhos.

O suporte que eles precisam:

– A atenção deles ainda é curta, então use de distrações para mantê-los longe daquilo que é proibido.

– Quando você ensinar uma nova regra, provavelmente a anterior será esquecida. Às vezes você vai amar a atenção curta deles, às vezes não.

– Seja positivo quando eles estiverem fazendo a coisa certa.

– Comece a avisá-los sobre o que não está ok.

– Ignore as coisas pequenas. É muito para aprender, então melhor não sobrecarrega-los. Foque nas coisas importantes.

– Seu filho vai começar a entender o que você está pedindo, mas pela sua sanidade, não espere que ele faça como você está pedindo. Continue perguntando e guiando, mas não leve pro lado pessoal se não acontecer imediatamente. Ou nunca.

– Seja doce e gentil ao corrigir. Eles estão fazendo o seu melhor com o que têm. Se você pedir muito, talvez tenha um de três anos mais ansioso, mais rebelde ou menos confiante.

– Ajude-os a expressar em palavras o que estão sentindo. ‘É triste ter que guardar os brinquedos quando na verdade você quer continuar brincando’.

3 anos

– Vão experimentar a independência. Pode levar a birras.

– Vão querer mais controle. Pode levar a birras.

– Vão se frustrar quando desapontados. Pode levar a birras.

– Pode haver um aumento de birras.

– Vão variar entre ser independentes (‘eu faço’, ‘sozinho’) e serem tratados como bebês (‘me carrega’, ‘faz você’).

– Vão dar um significado especial a palavra ‘não’. Mesmo quando eles querem dizer ‘sim’. (Ah, crianças! Felizmente a evolução deu a eles a capacidade de serem fofos enquanto dormem. Isso é importante durante aqueles acontecimentos catastróficos, como quando você perde o memorando dizendo que agora os sanduíches devem ser cortados em pequenos triângulos ao invés de quadradinhos. Se isso acontecer, entre no jogo – você precisará da sua energia quando eles perceberem que você não comprou a pasta de dente da Elsa).

– Podem gaguejar.

– Começarão a controlar seu ambiente, planejando suas brincadeiras, fazendo as coisas sozinhos, tentando coisas desafiadoras.

– Poderão ficar te chamando quando colocados na cama para dormir.

– Poderão desenvolver medos e fobias repentinos.

– Poderão confundir realidade e fantasia, colecionando assim alguns amigos imaginários.

– Ainda não entenderão o que é dividir, e frequentemente mostrarão posse, ‘é meu’.

– Poderão mostrar ciúmes quando os pais derem atenção a outras crianças.

O suporte que eles precisam:

– Escreva isso em um papel: ‘essa fase vai passar’. Grude no seu espelho para ver todo dia.

– Deixe claro quando eles fizerem algo certo. Eles querem saber que você está feliz e que eles estão indo bem.

– Seja gentil quando eles errarem. Seu filho quer acertar, mas tem coisas a fazer e lugares para estar no caminho. Não seja duro com os erros – eles ainda estão se descobrindo e têm todo um caminho para percorrer. Trate os erros como uma oportunidade de ensinar algo importante.

– Não tenha muitas regras e seja consistente com as que existem. Muitas regras e consequências apenas os confundirão.

– Use o ‘não’ gentilmente e com moderação. Você quer estimular a exploração e experimentação deles com o mundo. Guie-os, mas não tire deles a iniciativa.

– Dê a eles liberdade e espaço para brincar e encoraje a exploração do físico e do imaginário. Suporte seus esforços para iniciar uma brincadeira para que eles percebam sua capacidade de influenciar seu ambiente.

– Encoraje o tomar de decisões, mas com escolhas limitadas (‘você prefere tomar banho ou escolher seus pijamas primeiro?’).

– Não se sinta culpado por tirar um tempo para si mesmo. As batalhas serão mais fáceis quando você estiver recarregado.

– Tenha rotina na hora de dormir, pois nessa idade pode ser desgastante para todo mundo. Tenha um ritual que seja adorável para vocês dois – uma história, um abraço, um spray de lavanda no quarto e um ‘eu te amo, boa noite’.

4 anos

– Começarão a ser críticos e definirão o mundo em termos simples. Coisas e pessoas serão certo ou errado, bom ou ruim, legal ou não legal.

– Começarão a perceber o poder das suas palavras e irão usá-las para conseguir as coisas do seu jeito ou comandar os outros. Seus comandos ainda serão fracos, então

normalmente serão acompanhados de ações (bater, empurrar, pegar) ou de não verbais (tom, volume, expressões faciais, postura).

– Se tornarão competitivos.

– Ainda confundirão realidade e fantasia algumas vezes. Poderão contar mentiras, histórias extravagantes ou ter amigos imaginários.

– Ainda construindo seu senso de si mesmo e experimentando a independência, podem ser teimosos, desafiadores e mandões.

– Farão de tudo para não ir dormir.

– Poderão ter pesadelos.

– Poderão desenvolver medo do escuro ou de estar longe dos pais/responsáveis.

– Começarão a gostar mais de brincar com outras crianças do que só ao lado delas.

– Começarão a testar os limites com você mas ainda vão querer te agradar e te ajudar no que podem.

O suporte que eles precisam:

– Quando estabelecer regras, explique porque elas são importantes. Eles são curiosos e estão desenvolvendo uma ideia de como o mundo funciona.

– Mantenha seus pedidos simples.

– Eles querem desesperadamente te deixar feliz. Deixe claro quando eles tiverem bom comportamento.

– Não discuta nessa idade. Simplesmente, não. Eles irão te cansar e quando não tiverem mais palavras, irão ficar perguntando ‘por que’.

– Quando houver um comportamento não tão exemplar, pergunte o que aconteceu, e nunca porque ele fez algo. Perguntar o motivo só vai estimular uma mentira, porque a linha que divide realidade e imaginação ainda é muito tênue.

– Quando eles fizerem algo errado, aplique um castigo tranquilo, explique porque o comportamento foi errado e deixe claro que você acredita que eles podem melhorar. Eles precisam saber que você acredita neles – e então eles acreditaram também.

– Seja consistente. Se você não reforçar sempre uma regra, a criança achará que não é importante segui-la todas as vezes.

– Estimule sua independência, mas não se esqueça que eles ainda são novos. Deixe-os serem crianças quando estiverem cansados ou estressados.

– Dê muitos beijos e abraços.

5 anos

– Entenderão a importância de regras, mas poderão quebra-las quando brincarem.

– Poderão acusar os outros de roubarem se perderem em um jogo.

– Começarão a mostrar empatia e entender que outras pessoas têm opiniões diferentes.

– Serão capazes de dividir, mas ainda pode ser um pouco difícil, especialmente com seus pertences especiais.

– Poderão ter medo de fracassar, de críticas ou de coisas como monstros e fantasmas.

– Sua capacidade de atenção aumentará, impactando no tipo de conversa que você poderá ter com eles.

– Poderão se tornar ‘experts’ em tudo quanto é tipo de assunto.

– Irão gostar de fazer piadinhas.

– Farão o possível para tomar suas próprias decisões, especialmente sobre o que vestir e o que comer.

– Caso estejam começando a escola, se sentirão mais cansados e sensíveis que o normal, afinal é difícil ficar sentado e concentrado durante tanto tempo.

O suporte que eles precisam:

– Encoraje qualquer atividade que cause movimento, seja em grupo ou em time. Isso ajudará seu filho a desenvolver habilidades importantes como: saber a sua vez, conviver com os outros, trabalhar em equipe, negociar, comprometer-se e ganhar/perder de maneira saudével.

– Separe tempo a sós pra ficar com ele. Isso dará a ele a oportunidade de te deixar participar do mundo dele. A partir daí você pode ter uma noção do que está se passando na cabeça dele.

– Comece a expandir o conhecimento emocional do seu filho, nomeando e discutindo sentimentos.

– Dê responsabilidade. ‘Que tal me ajudar a tirar a mesa e então comer sobremesa?’.

– Continue a manter as regras simples e tente não ter muitas.

6 anos

– Sabem mais do que você. Pergunte.

– Poderão começar a dar birra novamente.

– Poderão começar a testar limites, mas ainda irão querer te agradar e ajudar.

– Irão querer reconhecimento nos trabalhos de escola e coisas boas que eles fazem.

– Irão procurar dominar novos talentos e se sentir competentes.

– Poderão se preocupar por estarem longe de você.

O suporte que eles precisam:

– Reconheça seus esforços e conhecimentos quando eles tiverem trabalhado duro.

– Encoraje esforço ao invés de resultado para que eles desenvolvam hábitos saudáveis e autoconfiança na sua capacidade de conseguir.

– Garanta que eles tenham o suporte necessário caso tenham dificuldade na escola.

– Evite reconhecimento exagerado, pra que ele saiba que é especial, mas outras pessoas também são.

7 anos

– Irão começar a reclamar, dos pais, das regras, dos amigos e de outras crianças.

– Se sentirão incompreendidos.

– Poderão ser dramáticos em relação a escola, amigos e vida em geral.

– Tentarão usar palavras para expressar seus sentimentos mas poderão se mostrar frustrados e bravos quando estiverem tristes.

– Terão mais noção sobre o que as outras pessoas pensam.

O suporte que eles precisam:

– Ouça e valide o que eles sentem, e saiba que você não é responsável em consertar os problemas deles.

– Discuta como ele podem resolver seus problemas. Dê a eles espaço e encorajamento para pensar em suas próprias ideias.

– Não caia no drama.

– Não acredite de imediato que as coisas tão uma bagunça só porque eles dizem que estão.

– Foque no positivo.

8 anos

– Irão querer que você pense igual a eles e terão pouca tolerância com opiniões diferentes.

– Serão bem sensíveis em relação ao que você pensa sobre eles.

– Irão brigar frequentemente com a mãe.

– Não existirá muito meio-termo. As coisas serão preto ou branco, certo ou errado, bom ou ruim.

– Essa tendência extremista poderá causar alguns problemas com as amizades. Fique tranquilo, pois é onde eles aprenderam sobre amizade e como lidar com pessoas.

O suporte que eles precisam:

– Quando elogiar seu comportamento, seja claro sobre o que ele fez de certo.

– Sempre que possível, evite brigar. Com esse pensamento 8 ou 80, durante a discussão eles pensarão que alguém está certo (eles) e alguém está errado (você). Ao invés disso, peça para a criança explicar seu ponto de vista e tente fazer com que ela enxergue por outros ângulos.

– Passe muito tempo junto para firmar seu relacionamento e preparar o terreno para a adolescência.

9 anos

– Amigos começarão a ser mais importantes do que os pais, e isso continuará na adolescência.

– O que os amigos pensam se tornará cada vez mais importante.

– Irá limitar o círculo de amizades, tendo amigos mais próximos, e em menos quantidade.

– Compartilhará piadas e segredos com os amigos.

– Irá contra as regras e instruções, e poderá te desrespeitar.

– Será capaz de ser amável e bobo, mas também de ser egoísta, argumentativo e áspero.

O que fazer:

– Dê a eles oportunidades de independência e de tomar suas próprias decisões.

– Evite ser muito mandão.

– Encoraje-os a pensar sob outro ponto de vista. ‘O que você acha que fulano diria?’ ou ‘Como você acha que fulano se sentiu com isso?’.

10-11 anos

– As birras da infância provavelmente foram embora.

– Poderão ainda discutir sobre regras e a sua necessidade.

– Tentarão usar desculpas e justificativas para explicar uma desobediência. Farão de tudo para achar o furo nas regras.

– Promessas serão importantes e eles se lembrarão de TUDO.

O que fazer:

– Não faça promessas que não poderá cumprir.

– Evite ao máximo discutir. Eles tentarão argumentar com tudo. Ouça o que eles tem a dizer, tome uma decisão e dê um fim.

– Dê liberdade (mas com limites). Deixe-os experimentar coisas novas, expressar suas próprias opiniões e tomar suas próprias decisões quando for pertinente.

– Deixe os limites claros e os castigos para mau comportamento também.

Adolescência

– Amigos serão mais importantes que a família. Você ainda é importante, mas é algo que eles precisam fazer: descobrir quem ele são quando eles forem pro mundo como um adulto saudável e independente. Da mesma forma que você fez quando tinha a idade deles.

– O que a turma pensa deles será uma fonte de stress por um tempo. Eles poderão ultrapassar limites tentando se encaixar e serem aceitos. Isso envolve fazer más escolhas e se colocar em situações de risco. Respire. Isso vai passar.

– Eles se tornarão mais argumentativos e testarão mais ainda sua paciência.

– Poderão ficar mais distantes emocionalmente de você.

– Talvez não irão gostar de serem vistos em público com vocês (por mais moderno que você seja).

– Irão experimentar com sua imagem, sua identidade e seu papel no mundo.

– Poderão se tornar sexualmente ativos.

– Poderão se tornar impulsivos e começar a correr riscos.

– Se tornarão mais criativos e começarão a pensar no mundo de uma forma diferente.

– Agirão como se sua opinião sobre eles não importasse – mas importa.

– Não conseguirão compreender suas emoções corretamente, identificando raiva e hostilidade, quando na verdade você não está sentindo nada disso.

– Seu ciclo de sono irá mudar.

– Irão tomar suas próprias decisões naquilo que os afeta.

O que fazer:

– Não julgue ou seja crítico: eles precisam do seu amor e suporte mais do que nunca.

– Entenda que eles precisam encontrar sua independência de você. Dê espaço. Eventualmente os valores deles se alinham com os seus.

– Saiba que seu filho não está te rejeitando, está apenas encontrando seu caminho no mundo – é uma parte importante e saudável de ser um adulto independente.

– Abra mão do controle e use de influência. Quanto mais você tentar controla-los, mais eles te afastarão. A verdade é que, quando falamos de adolescentes, nós não temos controle. Deixe fácil para eles te procurarem quando algo acontecer ou eles precisarem de direção.

– Dê a eles informação, e não palestras.

– Você pode ou não saber quando eles se tornarem sexualmente ativos, então é importante que eles tenham a informação e instrução que eles precisam para permanecerem seguros, emocional e fisicamente.

– Não caia nas conversas. Peça para eles apresentarem seus argumentos e listares os prós e contras daquilo que eles querem.

– Seja quem acalma – respire fundo e espere a onda passar. Leva 90 segundos para uma emoção ser acionada, ter seu pico e então começar a desaparecer.

– Ajude-os a planejar com antecedência e ver além, mas sem julgamentos.

– Estimule suas conexões sociais e dê espaço para que eles fortaleçam seus relacionamentos.

– Ajude-os a achar formas seguras de correr riscos – como em esportes.

– Deixe claro que você sempre fará o possível para busca-los de qualquer situação em que eles queiram vir para casa – independente das circunstâncias, de quão tarde é ou de quão longe fica.

– Não deixe nada proibido no que diz respeito ao que eles podem conversar e se abrir com você.

– Sempre que possível, permita que eles durmam para repor um pouco do sono perdido.

– Ouça mais do que você fala.

Saiba que ao longo do caminho entre infância e vida adulta, há algumas coisas importantes que precisam ser feitas. Há algo para se aprender, erros para cometer, limites para serem testados, independência para ser encontrada. Será uma aventura linda, exaustiva, desafiadora, por vezes assustadora, por vezes encantadora e algumas vezes traumática para todo mundo. Seja paciente e não tire deles a oportunidade de aprender e crescer, tomando sobre si seus erros. Seu maior crescimento virá dos erros cometidos e dos limites quebrados.

Mesmo com um grande apoio, eles cometerão erros – alguns espetaculares! Esses erros serão sobre o crescimento deles, e não sobre a forma que você os criou.

Na nossa parte, é importante que nós mostremos amor, cuidado e uma mão firme para dar direção e limites. Entender o que é comportamento normal de crianças e adolescentes tornará as coisas mais fáceis. Crescer é uma jornada de aprendizado, exploração e experimentação – para eles e para os nós.

Traduzido e adaptado por Equipe Revista Bem Mais Mulher – Mariana Silva

FONTEHey Sigmund
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