Em um exercício de férias escolares tido como recreativo, a Sociedade Hípica de Brasília promoveu uma atividade que trouxe repercussão negativa em todo o país.

Nela, um cavalo branco foi usado como tela para que os pequenos pudessem rabiscar com canetinhas coloridas.

Porém essa atividade, foi vista por ONGs de direitos dos animais como maus-tratos. No entanto uma fiscalização do Ibama apontou que o animal estava em boas condições e somente notificou os responsáveis a apresentarem o programa pedagógico – só depois disso o Ibama tomará uma decisão

Tinta atóxica

“Isso se usa muito lá fora, ainda está chegando no Brasil, que é a pintura atóxica. Depois, a gente leva o animal para ser lavado e a própria criança ajuda a lavar. É visível que o animal está tranquilo, que não estava estressado”, declarou Muriell Marques, responsável pelo marketing da Escola de Equitação da Hípica.

“É uma tinta indicada para brincadeiras com crianças. Se não faz mal para a criança, vai fazer mal para o animal?”

Manifestações na Internet

Esse argumento dado pela Hípica não convenceu os internautas que classificaram a atividade como total falta de respeito.

A advogada e ativista Ana Paula Vasconcelos que foi pessoalmente a hípica, disse que o animal não se encontrava bem. “Depois da denúncia, fomos até o local e vimos o quanto o cavalo estava acuado e triste. Conversamos com os responsáveis da escola e disseram que o animal havia sido resgatado porque sofria maus tratos. Se fosse um animal de sangue puro, com um valor econômico alto fariam isso? Usaram o animal como objeto”

Outras pessoas também se mostraram totalmente contra:

Mas o que dizem as autoridades?

Fiscais de dois Institutos estiveram na escola neste domingo.

“Segundo os fiscais, não foram configurados maus-tratos e o animal estava em boas condições”, informou o Ibram (Instituto Brasília Ambiental), em nota.

O Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente), somente notificou a escola, e solicitou que a mesma apresentasse um plano pedagógico que justificasse a iniciativa.

Somente após essa apresentação e avaliação, o órgão irá tomar uma decisão. A Hípica também terá que apresentar um laudo veterinário para atestar as condições de saúde dos animais usados. A resposta deve sair em até cinco dias.

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Informações: G1

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