Por Rania Nain

Eu ainda penso em você – mais do que eu deveria, e muito mais do que eu admito. Depois de tudo que passamos, é difícil para mim aceitar que nós nunca seremos o que eu queria que nós fôssemos. E mesmo assim, eu ainda penso sobre você.

Eu me pergunto se você lembra dos detalhes da primeira vez que você se declarou pra mim, e de como eu fiquei feliz. Eu achei que minhas preces foram ouvidas, e que você tinha chegado para finalmente me resgatar de todos aqueles relacionamentos ruins e sem sentido que eu vivi.

Eu me pergunto se você ainda ouve aquela música que eu gostava, se você pensa em mim quando ela toca, e como você se sente ao ouvi-la. Eu me pergunto se a musica da  Adele te faz pensar em mim.

Eu me pergunto se você sente falta de conversar comigo depois de um dia difícil no trabalho, e se você ainda se lembra de que eu consigo de fazer sorrir apesar do seu cansaço.

Eu me pergunto se você sabe que eu amei cada momento que passei com você do que amei o resto da minha vida.

Eu me pergunto se você pensa em mim como alguém que está tão perto, mas ao mesmo tempo tão longe.

Eu me pergunto se você está ciente de que muitas palavras entre nós não foram ditas, e não sei se você tem curiosidade para saber quais eram elas.

Eu me pergunto se você sorri quando te mando uma mensagem, e se você sorri quando lê nas entrelinhas.

Eu me pergunto se a minha falta te faz perder o sono.

Eu me pergunto se você finalmente entendeu que eu precisava me amar da forma que te amei, e que eu precisava me enxergar da forma que eu te enxergava.

Eu me pergunto se você gosta da pessoa que estou me tornando, e se você vai algum dia tentar descobrir porque desapareci.

Eu me pergunto se você sabia o quão longe eu estava disposta a ir – só pra te fazer feliz.

Eu me pergunto se você tem alguma preocupação de que eu encontre um novo alguém. Ou se você vai encontrar alguém que te olhe como eu olhei, e te ouça como eu te escutei, mesmo quando você estava em silêncio.

Eu me pergunto se você ainda tem problemas com o seu pai, se você tem alguém pra te reafirmar de que está indo tudo bem, e que você não precisa ser tão duro consigo mesmo.

Eu me pergunto se você ainda conta aquelas piadas ruins, e se você tem saudade da forma que eu ria delas, ou se você sente falta da minha gargalhada ‘irritante, porém amável’.

Eu me pergunto o que se passa na sua cabeça quando você ouve o meu nome, e se ainda significo algo para você.

Eu me pergunto se tem alguma utilidade pensar em você.

Eu me pergunto mesmo sabendo que não fomos feitos um para o outro.

Eu me pergunto porque lá no fundo, eu sei que você pensa em mim também.

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Texto originalmente publicado no Thought Catalog, livremente traduzido e adaptado pela equipe da Revista Bem Mais Mulher

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