As garotas difíceis recebem esse rótulo porque dificultam o namoro. Segundo a tradição, essa atitude parece despertar o interesse masculino e, por esse motivo, “fazer o que é duro” produz exatamente o efeito oposto. Mas quanto disso é verdade?

Primeiro, vamos esclarecer que em termos de conquista e de se apaixonar, não existem regras fixas. Nos apaixonamos por alguém, mas sem razões precisas. Por outro lado, na fase do namoro, parece que existem padrões que se repetem com uma certa frequência. E isso indica que, de fato, garotas difíceis despertam maior interesse, mas não em todas as circunstâncias.

A questão pode parecer trivial, mas vários pesquisadores e estudiosos dedicaram tempo a ela. Em vez de procurar a receita perfeita para a conquista, analisamos como respondemos a certos estímulos. E também como as relações são estabelecidas. Vamos ver o que a ciência diz sobre isso.

“A imaginação do homem é a melhor arma de uma mulher.”

-Sophia Loren-

Um experimento antigo sobre garotas difíceis

Em 1973, a Dra. Elaine Walster, da Universidade de Wisconsin (Estados Unidos), conduziu um experimento bastante rudimentar. Ele queria saber se os homens tinham um “chip” que os deixava mais interessados ​​em garotas difíceis.

Walster e seus colaboradores contrataram uma prostituta. A escolha de um profissional tornaria possível obter mais detalhes sobre o assunto da maneira mais simples possível. Foi-lhe pedido que mostrasse relutância com alguns clientes, aleatoriamente, e se importasse com os outros.

O resultado foi que os homens deram menos valor e estavam menos interessados ​​na garota quando ela adotou atitudes mais fáceis. De fato, eles imediatamente perderam o interesse.

A experiência foi repetida com as mulheres que compareciam a uma agência de consultas. A conclusão foi semelhante. A única diferença era que, nesse caso, os homens demonstravam mais interesse em mulheres que eram seletivamente difíceis. Isto é, difícil para os outros, mas acessível com eles.

Esses estudos indicam que essa diferença sutil modificou o grau de atração. Ambos os contextos correspondiam às mulheres disponíveis para um relacionamento. Portanto, era ilógico que eles representassem obstáculos ao que estavam realmente procurando.

Dificuldade e desejo

Existe a ideia de que se aprecia mais o que é obtido com maior dificuldade. A psicologia social também mostrou isso: as pessoas apreciam o pertencimento a grupos em que tiveram dificuldade de entrar. Além disso, os homens adoram desafios e é por isso que, se uma mulher “facilita”, o charme desaparece.

As neurociências indicam que não apenas os homens, mas também as mulheres gostam de desafios. Estes dão um toque extra de charme a qualquer situação.

O Dr. Robert Weiss, vice-presidente da Elements Behavioral Health, diz que homens e mulheres usam estratégias mais ou menos elaboradas para desafiar um ao outro durante a fase do namoro. No entanto, as técnicas utilizadas são diferentes.

Mais comumente, as mulheres “brincam” com garotas duras através de comportamentos como fingir desinteresse, atrasar respostas e nem sempre estão disponíveis. Pelo contrário, os homens preferem fazer coisas que deixam a mulher interessada com ciúmes.

Garotas difíceis: uma questão de atenção

A pessoa que coloca obstáculos nem sempre está disposta a flertar. Algumas pessoas não podem evitar o fato de dificultar a fase inicial do namoro, por insegurança ou porque temem ser ferido. O outro observa essa reticência temível e geralmente responde se afastando.

Pesquisa publicada no Journal of Experimental Psychology afirma que o comportamento típico de meninas difíceis funciona apenas quando a outra está realmente interessada. A dificuldade na disponibilidade não atua como um gatilho para o desejo, mas apenas aumenta se já houver uma expressão de interesse na base.

No entanto, muitas vezes não há nenhum interesse básico. Nesses casos, as dificuldades colocadas por um ou outro levam à remoção. Ninguém quer fazer mais para conseguir algo que não tem certeza de que deseja. Nesses casos, funciona ao contrário: tomar a iniciativa e estar mais disponível acaba sendo a centelha que acende a chama.

Texto originalmente publicado no La Mente é Maravigliosa, livremente traduzido e adaptado pela equipe da Revista Bem Mais Mulher.

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