Autor do best-seller “Quem Ama, Educa!”, Içami Tiba sempre enfatizava que pai não é amigo. Quer saber o motivo?

Autor de diversos livros, médico psiquiatra e psicodramatista, Içami Iba, que faleceu  em São Paulo aos 74 anos, deixa muitas lições para os pais, sobretudo sobre como lidar com adolescentes.

Criador da “Teoria da Integração Relacional”, que facilita o entendimento e a aplicação da psicologia por pais e educadores, Içami Tiba repetia sempre em suas palestras e entrevistas que pai e mãe não são amigos dos filhos, pois tais funções não são escolhidas.

“O filho é filho do pai e tem que honrar os compromissos estabelecidos com ele. Um filho não pode trocar de pai, assim como troca de amigo, por exemplo. Por outro lado, o pai que é unicamente provedor, como eram os de antigamente, também não dá uma educação saudável ao filho, afinal ele apenas dá e não cobra.

Pai não pode dar tudo e não controlar a vida do filho. Quando digo controle, quero dizer que o pai deve fazer com que o filho corresponda às expectativas, que o filho faça o que precisa ser feito. Um filho não pode deixar de escovar os dentes ou deixar de estudar e o pai não pode deixar isso passar”, explicava Tiba.

Confira 10 dos principais ensinamentos de Içami Tiba, autor do best-seller “Quem Ama, Educa!”:

      1. Pai e mãe não são amigos; são pai e mãe e cobram responsabilidade dos filhos.
      2. Existe o “sim” e o “não”. O “não” é importante porque, ao crescer sem ter ouvido essa palavra, os filhos espanam ao menor apertão, quando contrariados. Se tornam adultos sem senso de ética, gratidão, civilidade…
      3. A mãe integrada ajuda na arrumação do quarto, mas não o faz sem o filho. Se importa em ensiná-lo a cuidar do ambiente em que vive e das suas coisas.
      4. A felicidade existe em diversos níveis, mas a que importa é a social. Fazer o bem, não importa a quem, e não fazer o mal a ninguém. Se os pais vivem esse nível, os filhos também viverão.
      5. A arte de ser mãe e pai é desenvolver os filhos para que se tornem independentes e cidadãos do mundo.
      6. Mães que trabalham fora não devem tentar compensar sua ausência permitindo tudo. Devem usar uma rede de educação e ter em mente que, na hora em que estiver fora, tem alguém tomando conta do seu filho – e não deve se sentir culpada.
      7. A família moderna é muito distinta da tradição anterior. O traço marcante é que está desmembrada e falta convivência: cada um come fora da hora, no seu quarto e conectado com o mundo. É preciso aumentar o relacionamento com os filhos, aumentar a troca afetiva e elevar a estima. Senão, eles vão procurar afeto fora.
      8. É fundamental que os pais acompanhem o estudo dos filhos e não deixam inteiramente para a escola essa responsabilidade.
      9. Disciplinar não é punir. Por exemplo, em uma briga em escola, um aluno machuca o outro. Não adianta o pai do aluno que agrediu pagar as despesas do hospital para o que se machucou e a escola suspender o agressor.

        A melhor coisa é aquele que bateu cuidar de quem foi agredido: fazer curativos, acompanhá-lo ao médico, independentemente da idade dos alunos. O agressor verá, com clareza, o estrago que provocou, e assim pode tentar mudar seus métodos.

      10. O elemento relacional tem de entrar. Enquanto o adolescente não aceita uma pessoa, não aceita o que ela diz. Quando um burro fala, o outro baixa a orelha e não escuta. O adolescente que abre a boca abre os ouvidos. Quando ele fala, se compromete, dá pistas do que pensa e por onde os pais podem ser melhor entendidos.
TEXTO DE Renata Deos
FONTEDisneybabble
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