Por Redação M de Mulher
Sentir o coração disparar diante de uma ameaça faz parte. O problema é quando os receios passam do ponto e começam a bloquear sua vida.
Medo X Fobia

A diferença entre um medo comum e a fobia é o grau de intensidade do sentimento, explica a psicóloga Neuza Corazza, do Centro de Psicologia Especializado em Medos, em Curitiba (PR). Ou seja, enquanto o primeiro é apenas uma sensação de receio diante de uma situação, que não impede a pessoa de agir, a segunda é um pavor com foco específico, como andar de avião, cruzar com insetos e até enfrentar pessoas.


“A fobia acontece quando o medo se torna irracional a ponto de tirar a liberdade de escolha do indivíduo”, define Albina. E o que é preciso para não deixar que um medinho inofensivo vire um medão que bloqueia a sua vida? Encarar os próprios monstros – e de frente! “Quando você recua diante do medo, ele cresce. Já quando enfrenta a situação, consegue perceber o exagero e desmascarar a fantasia do perigo”, pontua a psiquiatra Albina Rodrigues Torres.

A origem do problema
Segundo as especialistas, é difícil dizer a origem de um temor que passa do limite. “Acontece de uma pessoa que enfrentou uma tempestade muito intensa, por exemplo, desenvolver fobia de trovão. Mas isso não é regra. Como todos os outros transtornos mentais, a fobia é causada por um conjunto de fatores, como predisposição familiar, questão ambiental, situação de vida, experiências e traumas enfrentados”, explica Albina. O mais importante é identificá-los, com a ajuda de um profissional, para tratar o problema.

Quando se preocupar
O medo patológico, que nos leva a um nervosismo extremo e a reações absurdas, vem acompanhado de alguns sintomas bem característicos. Confira o que a pessoa com fobia pode sentir:

· Reação de ansiedade intensa
· Taquicardia
· Falta de ar
· Suor
· Tremor
· Visão turva
· Enjoos e vômito
· Dor de barriga e diarreia
· Tontura
Precisa de remédio?
Alguns tipos de fobia podem precisar de um tratamento à base de remédios, que será feito com antidepressivos que agem na serotonina, neurotransmissor ligado ao medo excessivo. Isso ajuda a diminuir os níveis de ansiedade para que o paciente consiga enfrentar as situações durante a terapia. E lembre-se: procure ajuda especializada de um psicólogo ou psiquiatra. Caso você precise de um acompanhamento terapêutico, há diversos centros gratuitos, principalmente nas universidades públicas e privadas que têm o curso de psicologia.

Técnicas para evitar situações de pavor
É medo ou fobia? Entenda a diferença
Controlar seus medos é simples. Comece com uma boa respiração.
Foto: Getty Images

Respire

Sinta o ar entrar e sair dos pulmões toda vez que tiver de encarar o medo. A respiração é importante para mandar oxigênio ao cérebro e acalmar.

Enfrente
Obrigue-se a fazer pequenos exercícios diários de forma calma e gradual.

Fale
Uma simples conversa com um amigo que entenda o problema pode corrigir seu imaginário.

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