Talvez agora eu não precise de amor. Eu não precise de um cara. Talvez eu só queira outras coisas para mim no momento.

Talvez eu ainda precise expandir meus horizontes, viajar por outros mares, conhecer pessoas que me inspiram e simplesmente ter liberdade para escolher onde ir, com quem ficar e o que fazer, sem precisar de outro ser humano distorcendo minha pintura perfeita.

Talvez eu ainda precise aprender sobre qual tipo de amor eu quero. Quero um amor tradicional – seguro e estável? Ou quero uma aventura?

Talvez eu ainda precise saber se eu estou tentando encontrar amor ou apenas tentando entender meu coração. Talvez eu precise de mais tempo para entender o que meu coração precisa. Talvez eu precise me desintoxicar de todos os traumas passados. Talvez eu precise amar meu coração da forma que ninguém nunca amou.

Talvez eu precise ser eu mesma. Segurar minha própria mão. Me abraçar. Aprender a ser minha maior fã.

Talvez eu precise de mim mesma agora porque qualquer um que entrar nesse navio vai afundar. Talvez eu precise navegar sozinha por aí porque ninguém sabe como me guiar.

Talvez Deus me deixe sozinha por uma razão. Talvez Ele não queira outra pessoa me distraindo de mim mesma. Talvez Ele esteja me lembrando de que eu nunca vou encontrar o que procuro se não consigo encontrar a mim mesma.

Veja bem, eu acredito que existem dois tipos de pessoas no mundo. As que cresceram procurando estabilidade e segurança e que se casam novas. E as que cresceram almejando mágica, aventura e euforia, e que sempre lutam. São essas que não sabe o que querem do amor.

Talvez eu deva passar por mais corações partidos do que amor, porque eu sou minha própria segurança. A única que sabe como acalmar o caos na minha cabeça e como curar as feridas no meu coração.

Talvez eu que deva beijar minhas próprias cicatrizes, porque sou a única que sabe o quão profundas elas são. Eu sou a única que sabe o quanto elas machucam.

Talvez tudo que eu precise agora sou eu mesma, porque preciso trabalhar no relacionamento comigo. Consertar os anos que eu me torturei. Para colar as peças quebradas. Para me redefinir. Me redimir.

Talvez por agora, eu seja a única que está aqui por mim – porque eu preciso aprender a conviver com isso. Eu sei que posso viver comigo mesma para sempre. Eu só preciso descobrir como fazer disso o melhor e mais bonito relacionamento da minha vida.

Traduzido e adaptado pela Equipe da Revista Bem Mais Mulher
Thought Catalog
Autor: Rania Naim

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