Por Doutora Hazel Harrison

Pais sempre me perguntam como podem ajudar seus filhos a serem mais resilientes e menos vulneráveis a problemas emocionais.

Mesmo que não possamos impedir todos os problemas mentais, ainda podemos ajudar crianças e jovens a desenvolver hábitos que construam seu bem-estar e resiliência.

Esses hábitos crescem de relacionamentos fortes, saudáveis e de suporte que as crianças podem desenvolver com seus pais, cuidadores e professores.

Listei 5 formas de construir o bem-estar, e elas serão mais efetivas ao se tornarem hábitos que você pratica com o seu filho.

1 Seja você mesmo

Ajudar crianças a reconhecer seus pontos fortes é uma excelente forma de construir sua confiança e apreciar seu senso de individualidade.

Ao colocar o foco nas coisas que elas conseguem fazer (ao invés de focar no que elas não conseguem), você enfatiza os pontos positivos do caráter delas. Esses pontos positivos não dependem de um resultado, de uma nota ou de uma conquista pessoal; são virtudes que vêm de cada um e faz de você um ser único.

2 Seja grato

É fácil pensar que a vida de outras pessoas é bem melhor que as nossas próprias, especialmente quando somos bombardeados por imagens perfeitas nas redes sociais.

Podemos ficar presos ao pensamento de que os outros são mais bonitos, têm mais dinheiro, se divertem mais ou são simplesmente melhores.Crianças são tão suscetíveis a esse tipo de pensamento quanto a gente.

Então tente trazer a atenção para aquilo que tem funcionado bem na vida dela, desenvolvendo a gratidão.

Você pode criar um potinho da gratidão, onde a criança escreve alguma coisa que é motivo de agradecimento e coloca lá dentro; pode escrever um diário de gratidão, ou ter uma pequena conversa diária para listar algumas coisas boas que aconteceram durante o dia.

3 Seja consciente

Nossas mentes podem acabar ficando muito cheias, seja pensando no passado ou se preocupando em excesso com o futuro. Encontrar formas de se concentrar naquilo que está acontecendo no presente é uma maneira de ajudar no bem-estar dos seus filhos.

Existem algumas técnicas simples para desenvolver a consciência plena, e elas funcionam melhor se você praticar junto com os seus filhos.

Vocês podem desenhar um pouco (pode parecer inútil, mas ajuda na concentração – ao desenhar, tentem reparar nos momentos de distração e contabilizar quantas vezes suas mentes divagam) ou parar por dois minutos para exercitar a respiração (com crianças pequenas, deite-se no chão, coloque um ursinho na barriga dela e peça para ela observar o ursinho subir e descer conforme ela inspira e expira).

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4 Seja gentil

A gentileza é um prato cheio para o bem-estar. Pesquisas mostram que, quando somos gentis com outras pessoas, não apenas melhoramos o bem-estar dela como também melhoramos o próprio.

Ser gentil nos ajuda a nos conectarmos com os outros, e relacionamento têm papel fundamental na nossa saúde mental.

5 Procure evoluir

Ser resiliente significa lutar de volta ao encontrar desafios e falhas. Todos passamos por tempos de dificuldade, então construir resiliência é essencial.

Nossas habilidades e inteligência podem se desenvolver com a prática, o retorno e o esforço. Crianças que entendem que podem evoluir e melhorar são aquelas que tentarão novamente quando falharem, e irão aprender como podem se aprimorar.

Aprender com os erros é uma das ferramentas fundamentais para o sucesso. Adicione a palavra ‘ainda’ no seu dia a dia: aprender é um processo, e nossas habilidades e capacidade não são fixas.

Quando seu filho disser que não consegue, fale ‘ainda’. Tente aprender novas coisas com suas crianças, e quando não conseguir, demonstre que está tudo bem. Também é bom contar história de pessoas que, apesar de fracassarem algumas vezes, eventualmente conseguiram.

Lembre-se que pais, professores e cuidadores são exemplos e inspiração para crianças. Se divirta com essas sugestões, veja o que funciona melhor e nos conte nos comentários.

* Nota: As informações e sugestões contidas neste artigo têm caráter meramente informativo. Elas não substituem o aconselhamento e acompanhamentos de médicos, nutricionistas, psicólogos, profissionais de educação física e outros especialistas.

Texto originalmente publicado no Hey Sigmund, livremente traduzido e adaptado pela equipe Revista Bem Mais Mulher

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