Deparar-se com os 40 anos é como adolescer. Assim como quem atravessa a puberdade descobre novidades e mudanças, quem completa 40 anos de vida se defronta com o medo, a insegurança, as mudanças corporais às vezes sutis, mas sempre nítidas, e com a instabilidade de humor. Isso sem dizer que esses momentos são férteis para o surgimento de uma nova postura em relação ao mundo e a si própria.

Aos 40, as primeiras rugas começam a se evidenciar, a textura da pele muda, bem como o tônus muscular. A relação com o espelho não é mais a mesma. Não é culpa dos 40. Todas as mudanças são também reflexo e resultado de como foram vividos os anos anteriores.

Nesse período vem a sensação de que, de fato, o tempo não dá trégua a ninguém. O corpo já não responde mais como antes, e o sono passa a ser muito importante para essa mulher que está ainda mais sensível.

Além das modificações citadas, é nessa idade, geralmente, que a mulher experimenta a dor da saída dos filhos. É a fase do “ninho vazio”. Expressão usada na Psicologia e na Medicina para designar o conjunto de sintomas que a mulher apresenta em decorrência dos eventos que acontecem em sua vida – por ocasião do climatério – associados à partida dos filhos.

Ela, que antes tinha a vida mais voltada para o atendimento aos filhos e ao marido, se vê esvaziada nessa função e pode apresentar sintomas depressivos.

O que significa vivenciar os 40 anos? A priori, significa ficar mais sensível, ter o peito aberto, saber olhar para trás, estar mais experiente, perdoar mais, fazer um balanço da existência. Significa também a possibilidade de ir e vir, de ter menos culpa. Ousar e experimentar. Entender o significado do tempo e ter o poder de decidir.

“Acho que, aos 40 anos, nós mulheres deveríamos nos ‘fechar para balanço’; avaliar como foi a primeira metade de nossa vida e tomarmos um fôlego para trilharmos melhor a outra metade. Repensar conceitos herdados, valores em desuso, e subtrair ao máximo o que nos faz sofrer inutilmente. Afinal, se construí minha vida sobre a rocha, por que temer os ventos? Então não sabemos que a vida começa aos 40?

Texto retirado do Livro: A mulher de 40

Por: Regina Beatriz Silva Simões

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