Psicologia e Comportamento

Acho que “Depressão não é falta de Deus. É uma doença e o doente merece ser respeitado como tal.

A depressão é um distúrbio afetivo que acompanha a humanidade ao longo de sua história. No sentido patológico, entre os sintomas, há presença de tristeza, pessimismo, baixa autoestima, que aparecem com frequência e podem combinar-se entre si.

A depressão é uma doença, diferente do que muitos pensam, que atinge diversas áreas químicas do cérebro. Os neurotransmissores são fortemente atingidos nas pessoas que desenvolvem essa doença.

E, diferente do que pensam muitas pessoas a falta de sociabilidade e interesse social não são causas da depressão e sim um sintoma da doença.

Conforme o texto, brilhantemente publicado pela página Diálogos Psicológicos no Facebook, há anos sabemos que o Padre Marcelo Rossi sofreu de um quadro depressivo importante, subsequente a uma anorexia.

Ele afirmou em entrevistas que, antes de adoecer, achava que depressão era frescura. Hoje ele sabe que é doença, sim. Recentemente, Padre Fábio de Melo falou sobre a Síndrome do Pânico que o acometeu.

Ele relatou que uma semana trancado em casa, com sensação de morte e tristeza profunda. Contou que nunca chorou tanto em sua vida e que pensa em fazer terapia. No momento, para conseguir cumprir com sua agenda de compromissos, passou a ser medicado.

A psicóloga Giovana Bovo Facchini, explica que é importante deixar claro que quando estamos falando de um quadro patológico, com alterações químicas importantes no cérebro, oração não é suficiente. O tratamento consiste de psicoterapia e uso de psicotrópicos.

A depressão vem de um problema físico-químico e não da falta de Deus no coração e de orações. Obviamente, que a fé, é a base da força do ser humano, mas biologicamente, estamos falando de uma grave doença mental que tem matado milhares de pessoas em todo o mundo.

“Por que, ao falar de ansiedade, depressão, anorexia, esquizofrenia e tantos outros quadros promotores de intenso sofrimento, é falta de Deus? A pessoa que sofre com uma doença de cunho emocional precisa de ajuda profissional.

Assim como aquele cara infartado precisa de um cardiologista. Os profissionais da saúde mental (Psicologia e Psiquiatria) estão aí para isso”, diz a psicóloga.

Assim, ao invés de falar que sofrimento emocional é falta de Deus, procure confortar aquele que sofre. Ofereça ajuda. Ofereça escuta sem julgamento. Ajude orientando um profissional para tratamento.

“Não sei exatamente o que significa síndrome do pânico, eu só sei que é uma coisa muito ruim de sentir”, disse Padre Fábio de Melo.

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