Laleh Shahravesh, de 55 anos, foi detida em um dos aeroportos da cidade de Dubai, nos Emirados Árabes, o motivo da prisão: ela foi acusada de comparar a nova mulher do ex-marido a um “cavalo” no Facebook.

Tudo começou quando Laleh publicou dois comentários no Facebook em fotos do casamento do ex-marido. Segundo o processo movido, os comentários foram considerados ofensivos e ela pode pegar até dois anos de prisão.

Ela foi casada com ex-marido por 18 anos, durante o período eles teriam residido nos Emirados Árabes por oito meses. Após o divorcio Laleh retornou ao Reino Unido sozinha com a filha do casal.

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Laleh só descobriu que o Ex-marido havia se casado novamente quando viu as fotos no Facebook.

Os comentários que moveram o processo contra ela estavam em farsi (idioma persa), que dizia:

“Espero que você morra, seu idiota. Maldito seja. Você me trocou por este cavalo”.

Crimes cibernéticos 

As leis de crimes cibernéticos dos Emirados Árabes são rígidas, elas preveem que uma pessoa pode ser multada e presa por fazer declarações discriminatórias ou difamatórias nas redes sociais.

Se o processo movido contra Laleh for adiante, ela pode ser condenada em até dois anos de prisão e pagar um multa de 50 mil libras. É bom lembrar que ela fez os comentários enquanto estava no Reino Unido.

A denuncia segundo a ONG Detained in Dubai, empresa que presta assistência jurídica,  foi movida pela nova esposa do ex-marido, que reside em Dubai.

Ela e a filha de 14 anos, haviam retornado a Dubai, para participar do funeral do ex-marido que morreu de ataque cardíaco, no momento do retorno ao Reino Unido foi que Laleh recebeu ordem de prisão.

A diretora-executiva da Detained in Dubai, Radha Stirling, disse à BBC News que tanto sua organização quanto o Ministério das Relações Exteriores do Reino Unido (FCO, na sigla em inglês) pediram à autora da denúncia para retirar a acusação, mas ela recusou.

A decisão “parece muito vingativa”, avaliou.

Mesmo após pagar a fiança estipulada, ela não poderá retornar ao Reino Unido, pois seu passaporte foi confiscado e por enquanto ela está residindo em um hotel aguardando o julgamento.

Segundo Stirling “ninguém está realmente ciente” da severidade das leis de crimes cibernéticos nos Emirados Árabes e que o FCO não consegue alertar adequadamente os turistas a respeito delas.

Fonte:G1

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