Por Thamilly Rozendo

Ei, menina! Fala pra mim quantas vezes você não achou que ia ser diferente?

Que, sei lá, dessa vez iria dar certo, que dessa vez o frio na barriga não seria em vão e que seus domingos à tarde seriam menos entediantes? Quantas vezes você achou que o inverno seria mais aconchegante e que o adeus não chegaria nunca?

Nunca estamos livres de trombar com alguém especial e isso acontece em várias fases e momentos da nossa vida, mas nem sempre esse alguém especial vem para ficar, nem sempre o sentimento brotado consegue crescer e então vem a difícil e complicada tarefa de fazer morrer aquilo que insiste em florescer.

E então vem a tarefa árdua de controlar os nossos impulsos, de deixar o celular de lado, de chorar em silêncio para ninguém ver, de parecer bem quando, na verdade, nada está bem. Vem a difícil tarefa de tentar esquecer os nossos “porquês”.

E, depois de se recompor, de um jeito desajeitado e confuso, você é surpreendido novamente por algo novo, forte o suficiente para abalar com toda a sua rigidez. E então você hesita em recomeçar, dá passos lentos, mas resolve ir.

Tudo para estar maravilhosamente bem, quando algo dá errado, e, nesse momento, parece que tudo volta à tona e você revive as mesmas marcas e cria novas feridas. E, sempre que algo de bom aparece, você está com os olhos tampados pela dor. Priva-se de viver algo novo por medo de se machucar e porque já não acredita mais que será diferente.

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Quantas vezes eu, você, nós, não demos um passo em falso. Quantas vezes você achou que aquele cara iria ser aquele que domaria seus medos e acalmaria a tempestade que há em você.

Eu já quis mudar meu jeito para agradar, já achei que o problema fosse meu, que eu não tinha a risada mais engraçada, já pensei que a minha conversa não era das mais agradáveis, que o meu sorriso nem era tão bonito assim. Já quis me enquadrar num perfil para ver se, assim, ele olhava pra mim, ou talvez se eu gostasse de tal música ele me acharia interessante.

Demorei pra perceber que, para um novo ciclo começar em nossas vidas, é preciso ser forte o suficiente para ser quem somos, quem sempre seremos.

Antes de embarcar nessa tal aventura do amor, eu preciso ter coragem para ser a garota da risada escandalosa, eu preciso ter coragem pra ser a garota que gosta de dar presentes e que exagera, às vezes, no quesito amar.

A garota do pijama velho e com um bom humor matinal que chega a ser irritante, a garota com um jeito todo desastroso de ser, mas que sabe amar como ninguém. A garota que sabe ser companhia quando a tempestade vem e que abraça como quem não quer deixar partir.

Foto Capa: Wallpaperflare

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Thamilly Rozendo
Estudante de psicologia, apaixonada por artes, música e poesia. Não dispensa um sorvete e adora um pastel de feira com muito requeijão, mesmo sendo intolerante a lactose. Tem pavor de borboletas, principalmente as no estômago.