Children girl waiting mother get your back to home after study from school.

Uma das maiores preocupações das mães atualmente é que seus filhos, ao entrar na escola, venham a ser vítimas de assédio ou agressão por um colega. Esse medo é bem fundamentado; basta ouvir ou ler a infinidade de notícias, onde o terrível problema do bullying ou assédio escolar é abordado, para se preocupar.

Atualmente, esse é um assunto comum – a violência de todos os tipos dentro das escolas, por isso é necessário que, como pais, possamos estar atentos primeiramente para identificar os possíveis fatores que influenciam a agressão que podem se apresentar às crianças:

Questões pessoais

Neste caso, incluímos crianças com baixa tolerância, que desenvolveram pouco autocontrole, respeito pelos outros ou que são emocionalmente instáveis.

Problemas familiares

Crianças que vivem ou vivenciaram situações traumatizantes ou estressantes, como divórcio, ou aquelas que vivem em ambientes agressivos, que sofrem violência por seus próprios pais, seja como medidas disciplinares ou de controle.

Fatores ambientais

Neste caso, situações ou coisas que afetam o comportamento entram em jogo, por exemplo: ser exposto a jogos ou vídeos violentos ou ambientes onde a agressão e a violência são comuns.

Se pensarmos sobre isso, sempre haverá uma criança que pode ser afetada por qualquer um dos fatores acima e, portanto, as crianças próximas a elas têm uma alta probabilidade de serem atacadas de alguma forma.

Mas nem todas as crianças são suscetíveis de serem assediadas, há crianças cujo perfil as torna mais vulneráveis ​​e potenciais vítimas de um agressor.

Sabendo disso, vamos falar sobre algumas chaves para as crianças evitarem ser atacadas, ou mesmo para saber o que fazer diante de uma agressão.

1. Saber dizer “não!”

Muitas crianças que agridem começam testando para conhecer as reações do outro, se a vítima chora ou fica com raiva, elas atingem seu objetivo; então a “marcam” como fraca, vulnerável e acima de tudo, como alguém que suportará provocação, insultos ou comportamento abertamente agressivo.

Para isso, devemos ensinar as crianças a saberem dizer não, a fazerem isso com voz firme e clara que deixe nítido que com ele ou ela não se deve meter, pois confrontarão alguém bem seguro.

As dramatizações podem ajudar muito, pratique-as em casa: você faz o agressor e seu filho deve treinar como reagir cada vez melhor, com maior confiança e segurança.

2. Relatar não é fazer fofoca

É fundamental denunciar o agressor. Mais uma vez, eswa criança deve deixar claro ao agressor que não só ele não pode mexer com ela, mas também que, se o fizer, o professor, pai ou um adulto responsável irá ficar sabendo.

Neste caso, os adultos devem estar atentos para ouvir a criança quando ela diz que alguém a está incomodando, sem fazer alarde. Você deve ouvir as versões de cada um deles da história, deixando-os saber que alguém acredita neles, além de ouvi-los deve-se fazer algo com as informações passadas. A denúncia é inútil se houver impunidade e, no caso dos pequenos, os adultos devem agir e impedir comportamentos que podem ser perigosos a longo prazo.

3. Pedir ajuda o fortalece

Nosso pequeno deve saber que, diante de uma agressão, ele pode pedir ajuda e isso é bom. Quando não podemos fazer algo, pedir ajuda é uma ideia muito inteligente.

Aqui você pode ensinar a quem e como devem se dirigir em caso de dificuldades. Ensine-os a confiar nos outros, bem como a ajudar quando perceberem que alguém precisa deles.

4. Não aceitar provocação

As crianças que agridem os outros, muitas vezes o que procuram é alguém que devolva a agressão, e aí podem ter o direito de bater nelas porque já estão em seu “campo de jogo”, e ali eles têm mais experiência.

Ajude seu filho a entender que, não importa o quanto alguém nos provoque, não devemos cair ou aceitar. Uma provocação é uma armadilha muito perigosa; ajude-o a ser capaz de distingui-la e, então, agir da melhor maneira possível. Talvez ignorando, fugindo, deixando o lugar, não respondendo aos insultos ou chamando a autoridade local – um professor ou um pai.

5. Ser corajoso, ou pelo menos fingir ser

O violento ou agressor procura encontrar alguém fraco que possa dominar ou controlar, alguém a quem possa amedrontar. E, verdade seja dita, todos nós temos medo de alguém ser rude ou intimidador, mas é aí que todos aprendemos a ser corajosos, ou pelo menos fingimos ser.

Como? Ensine a seu filho que nosso corpo fala sem dizer uma palavra. Se nos abaixamos, se não olhamos as pessoas nos olhos ou conversamos muito baixinho, estamos dizendo aos outros: “Eu sou fraco, você pode me bater”. Mas quando andamos eretos, com um passo seguro, falando clara e fortemente, quando se for o caso, sorrimos, dizemos ao mundo “Sou valioso e não permito maus-tratos”. Você sabe como transmitir isso a seus filhos.

6. Suas ofensas não me afetam

As crianças às vezes são cruéis porque não entendem que as palavras doem tanto ou mais do que golpes, mas quando elas entendem e são crianças agressivas, descobrem uma arma incrível para agredir e ferir os outros.

É em casa, onde os pais confeccionam uma armadura personalizada para cada criança, todas as manhãs antes de enviá-las para a escola, onde nós as fortalecemos e blindamos contra as coisas que sabemos que podem acontecer fora de casa.

Protegemos uma criança quando a mandamos asseada, com seus materiais necessários, quando mostramos a ela como reagir a situações diferentes, a quem recorrer se precisar de ajuda, e até mesmo como ir ao banheiro e cuidar de si mesma. Mas também a protegemos quando dizemos e deixamos que ela saiba que é amada, que é bonita, inteligente capaz e que tem a nossa confiança.

Uma menininha valente

Muitos anos atrás, minha segunda filha tinha 4 anos e sofreu por meses de um problema sério em sua gengiva superior no lado esquerdo. Ela tinha quase diariamente uma ferida que escorria ou sangrava e isso parecia terrível; seu lábio estava sempre inchado e com alguma afta ou pústula.

Sendo eu também sua professora, eu a via lutando e sofrendo a dor que esse problema lhe causou, mas meu coração ficou paralisado quando uma colega disse a ela:

 Como você é horrível, sua boca é muito feia como todo o seu rosto!

Primeiro eu me segurei para que a mãe dentro de mim não reagisse contra a criança e a educadora falasse mais alto, mas antes de abrir a boca, minha filhinha disse alto e claro:

-Eu não sou feia, sou muito bonita! Só minha boca que está doente e um dia isso vai acabar.

A outra menina ficou em silêncio e voltou para o seu lugar e nunca mais disse algo ofensivo. Não preciso dizer que secretamente chorei de emoção.

Você já sabe: a armadura de seus filhos é feita à mão e em casa, todos os dias com suas palavras, e quando você os prepara para encarar o mundo com integridade.

Texto originalmente publicado no Familias, livremente traduzido e adaptado pela equipe da Revista Bem Mais Mulher

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