Uma ex-aluna da Universidade de Brasília (UnB) fez história ao ter sua tese de doutorado considerada a mais importante para a história da biologia.

Thaís Vasconcelos se tornou a primeira latino-americana a ser premiada pela Linnean Society da Inglaterra desde o estabelecimento da premiação em 1888.

A premiada tese de Thais Vasconcelos estudou a família Myrtaceae, que inclui plantas como a pitanga e o eucalipto (sim, eles são da mesma família). “Entre as descobertas mais legais está que essas plantas, superdiversas na América do Sul, se originaram no antigo continente da Zelândia (atual Nova Zelândia) e chegaram a mais ou menos 40 milhões de anos aqui, por meio da Antártida, quando essa ainda não era coberta por gelo.

Marco para a ciência brasileira, o prêmio serve como combustível para que mais profissionais sigam tocando projetos de pesquisa.

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Enquanto espera por propostas da Universidade de São Paulo (USP) e Universidade Federal do Paraná (UFPR), Thaís Vasconcelos espera que o incentivo por parte do governo federal seja maior.

Nunca é demais lembrar que o governo de Michel Temer (MDB) foi responsável pelo corte de metade do orçamento destinado ao campo científico.

Dificuldades

Mas nem tudo são flores. As caminhadas pelas quadras do Plano Piloto, as salas de aula da UnB e os shows de bandas independentes de rock da cidade cederam espaço ao Royal Botanic Gardens Kew — espécie de “parque de diversões” para um biólogo.

A pressão por resultados fez a estudante minimizar a saudade, focar na pesquisa e enfrentar o machismo. “O ambiente acadêmico ainda é muito machista e isso não é diferente na Inglaterra.

Em alguns momentos, sentia grande dificuldade de ser levada a sério, quando apresentava uma ideia diferente. Isso ainda era agravado pelo fato de eu ser estrangeira”, pondera.

Expectativa

“É importante mostrar que aqui tem muita gente boa também e que a gente já entenderia muito mais sobre a nossa biodiversidade se houvesse mais incentivos à pesquisa dentro do Brasil.

Espero que esse prêmio me dê mais energia para tentar fazer a diferença aqui, porque, às vezes, ir para fora do país parece muito atraente, parece que as coisas serão mais fáceis lá”, lamenta.

Informações: hypeness

 

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