Por Octavio Caruso

Selecionamos sete excelentes filmes, alguns famosos, outros injustamente pouco conhecidos, para que você desfrute com tranquilidade.

Handia (Aundiya – 2017)

A verdadeira história de Mikel Jokin Eleizegi Arteaga, mais conhecido como “O Gigante de Altzo”. Este homem, que viveu no século XVII, media mais de dois metros, sofria de gigantismo e não parou de crescer até a sua morte.

Mikel alcançou grande popularidade e chegou a viajar pela Europa, sendo exibido para pessoas famosas como a rainha Elizabeth II da Espanha, Luis Felipe da França e a rainha Victoria do Reino Unido.

O Quarto de Jack (Room – 2015)

O livro de Emma Donoghue, lançado em 2010, foi inspirado no Caso Fritzl, ocorrido na Áustria alguns anos antes. Uma mulher foi mantida pelo pai por vinte e quatro anos em cativeiro com seus sete filhos, nascidos da relação incestuosa forçada. No livro, a autora provavelmente buscou inspiração também na clássica obra “O Colecionador”, de John Fowles, aliviando um pouco a carga trágica da história real, substituindo o elemento do incesto por um caso de sequestro muito parecido com o do psicopata do livro.

O fator mais interessante foi narrar tudo pelo ponto de vista do menino Jack, de cinco anos, que não conhece o mundo fora do quarto onde é mantido prisioneiro com sua mãe. O filme, roteirizado pela própria autora, emula isso ao inserir eventuais narrações da criança, recurso intrusivo raramente eficiente em outras produções, mas que nesse caso trabalha a favor da história, funcionando melhor devido à atuação impecável do pequeno Jacob Tremblay.

Aniquilação (Annihilation – 2018)

Uma bióloga (Natalie Portman) se junta a uma expedição secreta com outras quatro mulheres em uma região conhecida como Área X, um local isolado da civilização onde as leis da natureza não se aplicam. Lá, ela precisa lidar com uma misteriosa contaminação, um animal mortal e ainda procura por pistas de colegas que desaparecem, incluindo seu marido (Oscar Isaac).

A Arte de Amar (The Art of Loving – 2017)

Michalina Wislocka, a mais famosa e reconhecida sexóloga da Polônia comunista, luta pelo direito de publicar o seu livro, que vai mudar a vida sexual dos poloneses para sempre.

Ave, César! (Hail, Caesar! – 2016)

Livros como “Moviola”, de Garson Kanin, e “Fedora”, de Thomas Tryon, conduziam o leitor para as engrenagens da indústria cinematográfica norte-americana da era de ouro dos grandes estúdios, desconstruindo habilmente a fábrica de mitos. Com “Ave, César!”, os irmãos Coen arriscaram esse mesmo nicho de público, aqueles cinéfilos dedicados com estofo cultural no tema, conscientes de que muitos espectadores poderiam se sentir como penetras em uma festa de desconhecidos.

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Essa coragem autoral, desestimulada naturalmente pelas exigências de mercado, confirma a importância dessa dupla no cenário atual pós-apocalíptico de baixa criatividade em Hollywood. O roteiro é ambientado na década de cinquenta, período fascinante em que a teatralidade dominava todos os setores da sociedade, traçando um paralelo inteligente dessa realidade com o elemento essencial da glorificada farsa exibida na tela grande da sala escura.

Pizza, Cerveja, Cigarro (Pizza, Birra, Faso – 1998)

Cinco garotos tentam sobreviver a qualquer custo nas ruas de Buenos Aires. Cordobés (Héctor Anglada) vive com três amigos. Sua namorada está grávida, mas ele só quer gastar dinheiro com bebidas, pizza e cigarro.

Pressionado a conseguir um emprego estável, Cordobés planeja um grande assalto a uma boate e, assim, não precisar mais trabalhar.

Dívida Perigosa (The Outsider – 2018)

Com direção de Martin Zandvliet, longa é ambientado após a Segunda Guerra Mundial, no Japão. The Outsider mostra um soldado americano que é libertado com a ajuda de seu colega de cela, membro da Yakuza, e se vê obrigado a se juntar à organização criminal para pagar sua dívida.

Fonte: Revista Pazes

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