Por Alexandre Cardoso

“Um País que não preserva seu passado e sua História, não tem futuro….”
Luiz Carlos Mathias

A história do Brasil, guardada por mais de 200 anos foram consumidas por um incêndio na noite deste domingo.

O Museu Nacional do Rio de Janeiro, contava com um dos maiores acervos de antropologia e história natural do país, mais de 20 milhões de itens.

Tragédia anunciada

A assessoria do Museu informou que não está bem claro de como se deu o início do incêndio.

Domingo é um dia de visitação frequente, o museu fechou às 17 horas como normalmente fechava, após este horário não ficou mais ninguém além dos funcionários de segurança. No momento em que as chamas começaram a se alastrar, haviam quatro vigilantes no prédio.

Mas toda essa tragédia já estava sendo anunciada há muito tempo. O museu sofria de problemas na sua infraestrutura, segundo relatório feito.

Goteiras e infiltrações em todo o prédio, animais como  morcegos e gambás nos forros e ferrugens nos ferros expostos das marquises, uma situação muito precária.

Frequente ataque de cupins, como aconteceu na sala do dinossauro que destruiu a estrutura de madeira que fazia a sua sustentação. Segundo os bombeiros o prédio não teria alvará.

Dois séculos de história

O Museu Nacional é uma instituição autônoma, integrante do Fórum de Ciência e Cultura da Universidade Federal do Rio de Janeiro e vinculada ao Ministério da Educação. A instituição foi criada por D. João VI, em 6 de junho de 1818.

Vinculado à Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), tem perfil acadêmico e científico.

O museu tinha um acervo histórico desde a época do Brasil Império, no acervo destacavam-se os seguintes itens:

    • o fóssil humano mais antigo já encontrado no país, batizada de “Luzia”, que era apreciado na coleção de Antropologia Biológica, entre outros.
    • Antropologia Biológica, entre outros.
    • as coleções de Paleontologia que incluem o Maxakalisaurus topai, dinossauro proveniente de Minas Gerais;
    • a coleção de arte e artefatos greco-romanos da Imperatriz Teresa Cristina.

Uma perda incalculável

Vera Tostes, museóloga que dirige o Museu do Instituto Histórico Nacional e já dirigiu um outro museu muito importante, o Museu Histórico Nacional, definiu a perda como incalculável.

“Eu estou arrepiada! É uma perda incalculável! Estas estruturas dos palácios mais antigos tem muita madeira, tudo pega fogo muito facilmente. Eu estou tão emocionada que não consigo falar. Parece que atingiu a sala dos embaixadores, a parte onde ficavam as múmias… Não tem como dizer em cifras o que está acontecendo!” — disse, muito emocionada.

“Passamos por uma dificuldade imensa para a obtenção desses recursos. Agora todo mundo se coloca solidário. Nunca tivemos um apoio eficiente e urgente para esse projeto de adequação do palácio.” disse o diretor-adjunto do Museu Nacional, Luiz Fernando Dias Duarte.

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