AUTOR: AUGUSTO CURY

Grandes romances terminaram em grandes fracassos pela ditadura do ciúme. A
relação passa da calmaria para a ansiedade, da ansiedade para o desrespeito e do
desrespeito para a agressividade. A musicalidade das palavras afetivas passa para a
tonalidade áspera dos atritos.

Mulheres inteligentes sabem que o amor não é um produto acabado. A frase
“ou se ama ou não se ama” é psiquiátrica e psicologicamente superficial. O amor
se cultiva, o amor se lapida, o amor se estimula. O amor morre, mesmo sendo
real. E ainda renasce, mesmo estando morto. O amor não é genético, não se nasce
sabendo amar, você aprende a amar.

Mulheres inteligentes sabem que tentar dominar o comportamento do marido
ou namorado é a melhor maneira de matar o amor.
Controlar passos produz ser-
vos e não pessoas livres. Sem a espontaneidade, gera-se na relação qualquer senti-
mento, exceto o amor.

Mulheres inteligentes também devem saber que o ciúme jamais garante a
posse do outro, mas garante a perda de si mesmo.
Entendem que a insegurança
sepulta a autoestima, mas a confiança aflora a beleza. São ousadas em se
perguntar: “Sou autoconfiante? Gravito na órbita de meu parceiro? Dou liberdade a
quem amo para ser o que é? Cobro demais?”.

Mulheres que não fazem um diagnóstico da sua relação correm sério risco de ter uma relação doente sem o saber. E, infelizmente, não são muitas que adotam essa prática.

Mulheres inteligentes têm ainda consciência de que é possível ser um escravo
em sociedade livre. Descobrem que o verdadeiro amor floresce não quando duas
pessoas se anulam, mas quando dois amantes se complementam.

Texto extraído do livro MULHERES INTELIGENTES RELAÇÕES SAUDÁVEIS

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