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Autor: Albani Borges dos Reis

Erros jurídicos sempre aconteceram em todo mundo. E continuarão a acontecer, pois o homem é falho no seu julgamento. Vários fatores contribuem para que isto aconteça. Por um lado temos as deficiências do sistema judiciário, considerando o processo desde a apuração ao julgamento do crime e do criminoso. Por outro lado, o homem sempre teve dificuldade em assumir os próprios erros, em especial se tratando de casos como homicídio.

Caso de repercussão mundial, o de Lamar Johnson, que foi acusado e sentenciado pela morte de Marcus Boyd, em 1994. Lamar de 50 anos, nesta terça-feira deia 15 de fevereiro, deixou o tribunal de St. Louis, no Estado americano do Missouri, depois de 28 anos de reclusão. Agora, é um homem livre após decisão do juiz David Mason.

Em outubro de 1994 Marcus Boyd foi assassinado a tiros por dois homens, quando se encontrava na varanda da casa de Lamar Johnson. Este sempre negou ter cometido o crime, pois no momento do evento, não se encontrava em casa. Sempre afirmava. Porém, na época, ele confessou o crime em troca de redução de pena.

Em 2022, o advogado Kim Gardner apresentou recurso, buscando a libertação de Johnson, após de uma investigação realizada com ajuda da organização legal sem fins lucrativos, Innocence Project. Em função do erro cometido a equipe jurídica de Johnson fez severas críticas ao gabinete do procurador-geral do estado.

Afirmou no entanto, agora, o juiz, que agiu depois que duas testemunhas depuseram a favor, mostrando “evidências claras e convincentes” de que Lamar não era culpado. Durante as investigações recentes, um presidiário confessou que ele e outro suspeito atiraram em Boyd naquela ocasião.

Em comunicado, a equipe jurídica afirmou que “Nosso escritório defendeu o estado de direito e trabalhou para manter o veredicto original que um júri de colegas de Johnson considerou apropriado com base nos fatos apresentados no julgamento”.

“Isso é emocionante”, foi o que disse Johnson, depois de deixar o tribunal.






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