Passear no parque no fim do dia ou mesmo um final de semana em um sítio ou fazenda, para muitos que vivem em cidades grandes pode ser momentos de aproximação com o meio ambiente.

Mas segundo uma pesquisa realizada na Universidade de Exeter, na Inglaterra, caminhar entre árvores, fazer trilhas e observar a natureza não traz apenas sensação de bem-estar. Essas atividades influenciam a saúde mental do ser humano.

O estudo observou a saúde mental de mais de 270 indivíduos de diferentes etnias, idades e rendimentos. Eles também se dedicaram a estudar a eficiência de animais, flores, grama e árvores no combate à ansiedade e a depressão.

Os pesquisadores da Exeter, comprovaram que pessoas que vivem em bairros arborizados e com mais aves por perto são menos propensas a desenvolverem depressão, crise de ansiedade e estresse. Eles também concluíram que as pessoas que passam menos tempo na natureza são mais propensas a se considerarem deprimidas ou ansiosas.

A importância das aves

Um dos pontos mais curiosos da pesquisa da Exeter revelou que os níveis mais baixos de depressão, estresse e ansiedade estavam associados a quantidade de aves presentes no período da tarde e da manhã em três cidades da Inglaterra: Luton, Milton Keynes e Bedford.

De acordo com suas conclusões, o número de aves que as pessoas viam à tarde relacionava-se diretamente ao quão estressadas, depressivas e ansiosas elas se sentiam. O estudo analisou alguns tipos comuns de aves, mas os pesquisadores não encontraram relação entre a saúde mental e as espécies de aves.

Passarinhar

A prática de observar aves, indicada também para as crianças, vem crescendo no mundo todo. Nos Estados Unidos, por exemplo, são mais de 40 milhões de praticantes. “Vários estudos têm demonstrado que ao passarinhar as pessoas aumentam a capacidade de atenção e reduzem os níveis de estresse”, diz Erika Hingst-Zaher, pesquisadora do Museu Biológico do Instituto Butantan. “Diferentes organizações do mundo vêm utilizado a observação de aves como forma de combater nas crianças o que tem sido chamado de transtorno de déficit de natureza.”

José Eduardo Camargo, morador de São Paulo, observa aves há 10 anos. A atividade surgiu de forma natural na vida de Zé Edu, como é conhecido entre os observadores. “Meus sogros moram em uma fazenda em Minas. Comecei a perceber que havia muitas espécies diferentes de aves por lá. Procurei então pesquisar os nomes em guias e na internet e fui me interessando cada vez mais pelo assunto”, conta.

Não é preciso muito para passarinhar, “O grande barato da observação de aves é que você não precisa ir à Amazônia ou ao Pantanal para praticar. Dá para fazer isso na praça do seu bairro ou em um parque público mais próximo”, diz José Eduardo.

Fazendo uma reflexão profunda e verdadeira, você acha que precisa tirar um tempo para si mesmo em sua rotina? Se a resposta for sim, não deixe para depois! Priorize o seu bem-estar, vá para natureza, aprecie a paisagem ao seu redor e pense sobre sua vida.

Informações:G1

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