Um estudo australiano analisou os hábitos de trabalho de cerca de 3.000 homens e 3.500 mulheres com mais de 40 anos. Depois, comparou esses hábitos com resultados de testes ao cérebro.

A conclusão: as pessoas tinham melhores resultados quando só trabalham três dias por semana. A história é contada pela BBC News.

Na verdade, as pessoas que trabalham 55 horas por semana ou mais têm o maior declínio cognitivo do que aqueles que não tiveram emprego, se aposentaram ou trabalharam em absoluto.

Para testar as capacidades cognitivas dos participantes foi-lhes pedido que lessem em voz alta, dissessem uma lista de números por ordem decrescente e que associassem letras e números num limite de tempo. No geral, quem obteve melhores resultados trabalhava apenas 25 horas por semana.

O professor Colin McKenzie, aponta que as pessoas trabalharão mais tempo sem conseguirem desempenhar o trabalho com desempenho satisfatório. O trabalho pode ser uma faca de dois gumes, na medida em que pode estimular a atividade cerebral, mas, ao mesmo tempo longas horas de trabalho podem causar fadiga e estresse, o que potencialmente pode prejudicar as funções cognitivas”, afirma. 

Ele acrescenta que a diferença nas horas de trabalho conforme o avanço da idade é importante para manter a capacidade cognitiva em alto nível até que os trabalhadores fiquem idosos. “Trabalhar em tempo parcial pode ser eficaz”.

McKenzie disse ao jornal britânico The Times que muitos países procuram elevar a idade da aposentadoria, forçando as pessoas a trabalharem mais tempo porque não poderão reivindicar benefícios até a velhice. Sua opinião é que a quantidade de trabalho pode ter uma importância significativa nisso.

O estudo apenas analisou pessoas com mais de 40 anos, logo não há garantias que este grupo se comporta de forma diferente de outras faixas etárias.

Com informações: Coruja Prof.

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