Se hoje é possível com um simples toque na tela do celular escolher uma nova oportunidade amorosa, porque não adaptar esse método para encontrar um pet que seja uma companhia fiel e amorosa?

Foi com esse pensamento que Andreia Freitas de 42 anos, psicóloga de Santo André, criou o “Tinder Pet”, como explicou à GALILEU. “Eu tive a ideia de criar um ‘Tinder’ de animais assim que conheci o Tinder, em 2016”.

Porém não foi só criar o aplicativo, todo o processo não foi tão fácil. “Demorei muito tempo para estruturar como ele funcionaria porque não bastava somente achar bichos fofinhos e pessoas interessadas. Eu precisei criar todo o suporte para que ONGs promovessem o encontro dos animais com pessoas bacanas dentro daquilo que acreditamos ser uma posse responsável”, completa a psicóloga.

Há mais de 20 anos envolvida com causa animal, Andreia já atuou como protetora independente no resgate, reabilitação, castração, vacinação e doação de animais. Ela tem seu trabalho divulgado na sua página no Facebook Cachorro de Peruca.

Em 2016, a psicóloga por meio de um financiamento coletivo, ela arrecadou cerca de R$ 15 mil, porém o valor não foi suficiente para estruturação de todo o projeto. “Tive que me virar para fazer o site com um banco de dados potente, o design da marca, registros, patentes, consultoria jurídica e divulgação”, relembra a paulista.

Mas agora no final do semestre de 2018, todo o esforço será recompensado. A plataforma, ainda sem autorização para ter o nome divulgado, entra em fase de teste.

Em forma de site, responsivo para celulares e tablets, o serviço funcionará por meio de geolocalização, conectando possíveis interessados em uma adoção com animais abandonados pela proximidade.

Mas como funciona?

O funcionamento será bem semelhante ao Tinder, o usuário poderá responder à imagem do pet que está para adoção com um sinal positivo ou negativo. Se for amor à primeira vista, após clicar no botão ‘like’, abre-se uma nova tela na plataforma indicando as informações do bichinho e com um questionário pertinente à adoção responsável. As informações são enviadas para a ONG ou protetor independente responsável pelo cadastro do animal e é só esperar o retorno.

Andreia saliente que todos os cadastrados deverão estar em boas condições de saúde, no aplicativo também será proibida e veiculação de pedidos de resgate ou dinheiro. Pets que necessitarem de cuidados especiais ou que têm alguma deficiência ganharão destaque no aplicativo. “Esses terão um destaque maior, junto com uma divulgação mais maciça de animaizinhos idosos. Quero aumentar as chances de adoção dos animais menos adotados”, comenta Andreia.

A plataforma será gratuita e o funcionamento será em todo o território nacional, dependendo do interesse de ONGs locais em quererem participar. Bem rápido, de uma maneira bem simples, responsável e prática. O que temos certeza é que não vai ser fácil sair sem adotar um bichinho!

Informações: Revista Galileu

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